Marília

Marília tem 118 casos positivos de dengue e investiga mais 200

Controle da propagação da dengue em Marília tem resistido à vizinhança com municípios em epidemia. É o caso de Vera Cruz e Garça – respectivamente, a distâncias de 17 e 34 quilômetros. Entretanto, relatório mais recente divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde aponta que os casos suspeitos aumentaram e já somam 201. Alerta prevalece.

Em sua mais recente publicação, o Informe Semanal dos Agravos de Notificação Compulsória, disponível no Portal da Transparência da Prefeitura, aponta que 118 casos de dengue estão confirmados em 2022.

Na mesma época do ano – em 2021 –, a situação estava bem diferente. Em meados de abril, Marília já havia diagnosticado 1.156 casos positivos, ou seja, ultrapassado situação de epidemia, uma condição reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando mais de 300 pessoas a cada 100 mil moradores recebe o teste positivo.

Conforme autoridades em saúde ouvidas pelo Marília Notícia, é preciso manter a “guarda alta”, já que o período de maior risco ainda não acabou. “A estação típica é o verão, mas temos dengue o ano todo. Esse ano podemos ter chuvas até mais tarde, mesmo no outono, isso pode impactar. Toda cautela ainda é pouco”, alertou um dos articuladores do programa de controle.

DIA DE COMBATE

Os sábados têm sido estratégicos, para abordagem aos moradores em casa. No recente final de semana, o município promoveu a 8ª Ação Conjunta de Intensificação do Combate ao mosquito Aedes aegypti, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, com equipes da Divisão de Zoonoses.

Das 7h30 às 13h30, os agentes visitaram um total de 1.085 residências dos bairros Santa Antonieta e Julieta, na zona Norte da cidade. O trabalho foi executado em 46 quadras dos bairros Santa Antonieta e Julieta, segundo o secretário municipal da Saúde, Cassio Luiz Pinto Júnior.

“Os agentes visitaram 1.085 residências que permitiram a entrada dos nossos profissionais. Outras 944 estavam fechadas e tivemos 43 recusas. Com isso, chegamos a uma média de 32,87 casas trabalhadas por agente. Pedimos à população de Marília, que permitam o acesso aos quintais de suas casas, observando uniformes e crachás. Sempre divulgamos os bairros onde ocorrerão as ações antecipadamente”, lembra o secretário.

Carlos Rodrigues

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