Polícia Civil investiga denúncias de mulheres contra médico psiquiatra de Marília, suseito de assédios secuais em consultas (Foto: ALcyr Netto/Marília Notícia)
Marília registrou 802 pedidos de medidas protetivas de urgência e 729 inquéritos relacionados à violência doméstica entre janeiro e maio de 2026, segundo dados do Painel da Violência Doméstica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP). Em média, foram 5,31pedidos de medidas protetivas por dia. No mesmo período, o município contabilizou um feminicídio consumado.
Os dados refletem a elevada demanda por investigação policial e proteção judicial às vítimas. Somente em maio, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) instaurou 197 novos inquéritos, o maior volume mensal do ano. Ao fim dos cinco primeiros meses de 2026, a unidade especializada acumulava 729 procedimentos. Em todo o ano de 2025, foram registrados 1.329 inquéritos.
Comarca mantém resposta rápida aos pedidos de proteção
Na esfera judicial, o Painel da Violência Doméstica do CNJ mostra que a Comarca de Marília recebeu 1.069 novos processos de violência doméstica ao longo de 2025, alcançando índice de atendimento à demanda de 73,5%.
Entre janeiro e maio deste ano, foram protocolados 802 pedidos de medidas protetivas de urgência. Desse total, 461 foram concedidos e 11 negados, o que representa taxa de deferimento de 98%, segundo o CNJ. No mesmo período, a Justiça também revogou 282 medidas e prorrogou outras 48.
Na comparação com municípios paulistas de porte semelhante, Marília aparece na terceira posição em número de medidas protetivas analisadas em 2026, atrás apenas de Presidente Prudente (1.042) e Araçatuba (935). São Carlos registrou 709 pedidos no mesmo período.
Apesar do elevado volume de processos, Marília está entre as comarcas com resposta mais rápida na análise das medidas protetivas. Segundo o CNJ, o tempo médio entre o início do processo e a concessão da primeira decisão é de um dia, índice compartilhado apenas com Araçatuba.
O painel mostra que, em Marília, 24% das medidas são concedidas no mesmo dia do protocolo e 64% em até 24 horas. Em Araçatuba, os percentuais são de 33% e 60%, respectivamente.
Já Presidente Prudente e São Carlos apresentam tempo médio de dois dias para análise dos pedidos. Em Presidente Prudente, 15% das medidas são concedidas no mesmo dia, 50% em um dia e 21% após mais de dois dias. Em São Carlos, os percentuais são de 23%, 52% e 16%, respectivamente.
Municípios da região
Entre as cidades da região, Garça registrou 95 pedidos de medidas protetivas até 31 de maio. Desse total, 50 foram concedidos e dois negados, resultando em taxa de deferimento de 96%. O tempo médio para análise dos pedidos é de dois dias.
Em Pompeia, o painel contabilizou 33 pedidos no mesmo período. O município apresentou o maior tempo médio de análise entre as cidades comparadas, de três dias. Das medidas apreciadas, 14 foram concedidas e 10 negadas, o que representa taxa de deferimento de 58%. Segundo o CNJ, 51% dos pedidos levam mais de dois dias para receber a primeira decisão judicial.
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