Viveiro Municipal realiza doações diárias de mudas à população e mantém plantios contínuos em diferentes regiões da cidade - (foto: Divulgação)
Marília não registra desmatamento de vegetação nativa desde 2019, segundo dados do Atlas da Fundação SOS Mata Atlântica, que reúne informações históricas entre 2005 e 2025. O último registro de supressão florestal no município ocorreu em 2018, quando cinco hectares foram desmatados.
De acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Serviços Públicos, o resultado é atribuído ao monitoramento das áreas verdes, ao manejo da vegetação urbana e às ações de recuperação ambiental.
Segundo o secretário adjunto Rodrigo Más, a Prefeitura utiliza plataformas gratuitas dos governos estadual e federal para acompanhar a cobertura vegetal, recursos hídricos e riscos climáticos, sem necessidade de investir em sistemas próprios.
Monitoramento ambiental e preservação
Más explica que Marília está inserida predominantemente no bioma Mata Atlântica, mais especificamente na Floresta Estacional Semidecidual. Segundo ele, o Cerrado aparece apenas em áreas de transição em municípios vizinhos, como Lupércio e regiões próximas a Assis.
“O município utiliza ferramentas já disponibilizadas pelos governos estadual e federal. Não faria sentido investir recursos públicos em um sistema próprio quando já existem plataformas gratuitas e mais robustas”, afirma.
Bosque Municipal passa por reestruturação
Entre as ações ambientais em andamento está a reforma do Bosque Municipal Rangel Pietraroia. O espaço recebeu novas pontes, melhorias nas trilhas e um Jardim Sensorial. Também está em construção o novo Centro de Triagem e Tratamento de Animais Silvestres, cuja inauguração integra um projeto mais amplo de revitalização previsto para os próximos anos.
Segundo Rodrigo Más, o manejo florestal no Bosque busca preservar a vegetação e garantir a segurança dos visitantes.
“O corte de árvores ocorre apenas quando há comprometimento fitossanitário ou risco de queda nas áreas de circulação. A visitação dentro da mata permanece restrita para proteger a regeneração natural da floresta.”
Ainda de acordo com a Secretaria, espécies exóticas invasoras, como o pinus, vêm sendo substituídas por árvores nativas e frutíferas para favorecer a fauna e a recuperação da vegetação.
Arborização urbana prioriza segurança
Segundo dados do Censo do IBGE citados pela Secretaria, Marília está entre os 15 municípios mais arborizados do país. O trabalho de arborização urbana inclui podas, supressões autorizadas e compensações ambientais, sempre acompanhadas por equipes técnicas.
De acordo com Rodrigo Más, o aumento da frequência de tempestades e ventos intensos exige maior atenção às árvores que apresentam risco de queda.
“O objetivo não é reduzir a arborização da cidade, mas substituir árvores comprometidas ou inadequadas por espécies mais compatíveis com o ambiente urbano”, afirma.
A Secretaria informou ainda que o Viveiro Municipal realiza doações diárias de mudas e mantém plantios em diferentes regiões da cidade. As ações incluem a formação de pequenos bosques urbanos, com o plantio de 300 a 500 árvores nativas, como estratégia para ampliar a cobertura vegetal do município.
Além da vaquinha, familiares promovem rifas para ajudar na recuperação financeira.
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