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Marília quer usar LEVS como ‘piloto’ para coleta seletiva

Cidade
24 de novembro de 2021

Prefeito Daniel Alonso faz o descarte simbólico de material em LEV instalado na avenida Cascata, zona Leste (Foto: Divulgação /Prefeitura de Marília)

Em um ciclo sustentável, a maioria dos objetos descartados pela população poderia ser matéria-prima para a indústria, visando a fabricação de novos produtos. Mas grande parte de tudo que é desprezado ainda é considerada lixo. Um projeto-piloto da Prefeitura de Marília, junto com a sociedade civil, quer mudar essa realidade.

Diariamente, são coletados entre 230 e 240 toneladas de lixo doméstico. O desafio é fomentar a reciclagem para reduzir esse volume, gerar renda para os trabalhadores que atuam como agentes ambientais na coleta ou outras etapas do processo. Veja abaixo o locais onde os Locais de Entregas Voluntárias (LEVs) estão instalados.

Empresas podem ser parceiras do projeto (Foto: Divulgação /Prefeitura de Marília)

Mas para isso, além do investimento público, é preciso conscientização. Um dos pontos de partida para a mudança de consciência são os LEVs – popularmente chamados de ecopontos.

A diferença entre eles e os pontos estruturados de destinação de materiais – um deles já instalado, na zona Sul da cidade – é a capacidade. As pequenas estações comportam apenas materiais que possam ter valor aos coletores, em pouca quantidade.

LEV instalado no Jardim Maria Izabel (Foto: Divulgação /Prefeitura de Marília)

Além das 12 unidades atualmente instaladas, outras estão passando por reparos para reinstalação. A cidade já teve número maior de estruturas em funcionamento simultâneo, mas foi necessário remover algumas, em função de mau uso pela população, inclusive, com atos de vandalismo.

O líder comunitário e idealizador do projeto Coleta Seletiva EcoEstação, Ademar Aparecido de Jesus, conhecido como Dema, explica que os LEVs foram feitos com parcerias. Empresas e entidades investiram na produção dos equipamentos como apoio à causa. Pessoas interessadas em captar e comercializar os materiais também já podem ter acesso, mediante procedimento legal.

Bairro onde se constata vandalismo perde oportunidade de ter ponto instalado (Foto: Divulgação /Prefeitura de Marília)

“O que não pode haver é depredação. Alguns foram feitos por empresas, foram doações, alguns pela minha família, investimento nosso. Hoje temos uma lei na cidade que permite que novos ecopontos sejam instalados, com custeio privado. Estou ajudando outras famílias a também darem entrada no pedido para instalação. Quero que essa ideia se multiplique”, destaca Dema.

O ativista pontua que a maior parte dos LEVs estão sendo bem cuidados e protegidos pela população, mas alguns foram vandalizados, o que entristeceu os idealizadores.

Inauguração de ecoponto no Jardim Tangara (Foto: Divulgação /Prefeitura de Marília)

Os casos foram divulgados e os pontos foram redefinidos, inclusive a pedido de moradores que desejam ter uma unidade da EcoEstação em seu bairro.

“É uma parceria que envolve a empresa ou a entidade que bancou a produção, os agentes ambientais que coletam e também o Poder Público, mas é importante que se diga que não tem um dono. É algo para o nosso futuro”, salienta Dema.

VISÃO SUSTENTÁVEL

O prefeito Daniel Alonso (PSDB), que orienta as ações ambientais da cidade – por meio do secretário municipal Vanderlei Dolce (Meio Ambiente e Limpeza Pública) –, acredita que os LEVs sejam uma das melhores maneiras de iniciar uma transformação na forma como Marília lida com os resíduos sólidos.

A ideia é que o número de estações aumente conforme a população vá aderindo a reciclagem. O hábito dos moradores, de separar os materiais, é fundamental para que o município possa implantar uma coleta seletiva com eficiência.

Após lei de autoria da vereadora Professora Daniela (PL), a iniciativa privada pode participar nesta modalidade de coleta seletiva no município. Pessoas físicas ou jurídicas poderão doar unidades de ecopontos aos catadores de recicláveis autônomos, associados ou cooperados, permitindo que o projeto seja ampliado no território municipal.

Ecoponto chega para instalação em local onde moradores se comprometeram a zelar pela estrutura (Foto: Divulgação/Dema)

Locais de Entregas Voluntárias:

  • avenida Esmeralda – Gelateria Madale;
  • avenida Esmeralda – ao Lado do Colégio Criativo;
  • avenida Tiradentes – em frente a Defesa Civil;
  • Praça da Avenida Cascata;
  • entrada do bairro Novo Horizonte;
  • rua Nove de Julho, em frente ao Camelódromo;
  • avenida Sampaio Vidal, em frente ao Poupa Tempo;
  • caixa de água – acesso ao bairro Acapulco;
  • avenida Santo Antônio – rotatória do Marília Shopping;
  • avenida República, em frente à Secretaria de Obras;
  • avenida João Martins Coelho, em frente ao Paulista Supermercado;
  • Praça dos Bancários, em frente à Secretaria de Esporte.