Polícia

Marília pode integrar sistema de segurança com reconhecimento facial e alerta em tempo real

Ferramenta representa um avanço tecnológico no combate à criminalidade (Foto: Divulgação)

O município de Marília está em fase de análises técnicas para aderir ao Muralha Paulista, programa de segurança pública do Governo do Estado de São Paulo, que integra câmeras municipais ao sistema estadual para monitoramento em tempo real. A informação é da Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP).

Lançado em 2024, o Muralha Paulista já está em funcionamento em cidades como São Paulo, Praia Grande, São Carlos e Indaiatuba, e mais de 500 prefeituras já iniciaram o processo de adesão. A meta do governo estadual é integrar todos os municípios interessados até o fim de 2025.

A ferramenta representa um avanço tecnológico no combate à criminalidade, ao permitir a identificação automática de foragidos da Justiça, pessoas desaparecidas e veículos roubados ou furtados. Municípios como Praia Grande e São Carlos já contam com cobertura de 100% do território por meio do programa.

“Esse é um grande avanço em segurança pública com uso de tecnologia. O sistema gera alertas em tempo real e tem sido fundamental para o controle da mobilidade criminal, fortalecendo a atuação das nossas forças policiais”, afirmou o secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite.

A adesão ao programa passa por etapas de análise jurídica e verificação da compatibilidade tecnológica dos sistemas municipais. A solicitação pode ser feita por meio de formulário disponível no site oficial do Muralha Paulista.

Além da integração de imagens, o programa oferece um aplicativo exclusivo para uso das polícias Civil, Militar e eventuais Guardas Municipais. O app permite consultas instantâneas, como verificação de mandados de prisão, identificação de foragidos, checagem de Imei de celulares e registros de armas, além de dados sobre trabalhadores de aplicativos.

O sistema também cruza informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utiliza tecnologia de reconhecimento facial. Quando há correspondência, o alerta é encaminhado imediatamente ao centro de operações responsável.

“É a primeira vez que o Estado conecta os municípios em um sistema unificado de segurança pública, funcionando como um grande concentrador de dados”, destacou Rafael Ramos, subsecretário de projetos da SSP.

A operação do Muralha Paulista segue regras de governança e proteção de dados estabelecidas por decreto. O acesso é restrito e controlado, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sob supervisão da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Alcyr Netto

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