Marília e região

Marília institui diagnóstico precoce de autismo na rede de saúde

Crianças nascidas em Marília deverão ser submetidas a triagem precoce para identificação de TEA (Foto: Freepik)

Crianças de zero a 36 meses atendidas em unidades públicas e conveniadas de saúde de Marília deverão passar por triagem precoce obrigatória para identificação de sinais de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências.

A lei municipal que determina o procedimento foi publicada nesta sexta-feira (12) no Diário Oficial do Município de Marília, com sanção do prefeito Vinicius Camarinha (PSDB). A iniciativa da norma é de autoria da vereadora Vânia Ramos (Republicanos).

Segundo a legislação, que já está em vigor, os serviços de saúde deverão adotar instrumentos de rastreamento e protocolos cientificamente reconhecidos para a detecção precoce de alterações no desenvolvimento infantil.

Intervenção precoce

A norma também prevê a observação clínica das crianças, a orientação às famílias sobre sinais de alerta e o encaminhamento para avaliação especializada quando houver indícios. O objetivo é ampliar as possibilidades de intervenção nos primeiros anos de vida, período considerado decisivo para o desenvolvimento cognitivo, comportamental e social.

O reconhecimento precoce de sinais do autismo favorece o acesso a terapias e tratamentos que podem contribuir para melhores resultados no desenvolvimento infantil. A legislação determina ainda que as informações obtidas durante a triagem poderão subsidiar políticas públicas voltadas à inclusão e ao atendimento especializado, desde que sejam observadas as regras de privacidade e proteção de dados pessoais.

No texto da lei, a iniciativa é apresentada como forma de atender às disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) relacionadas à identificação de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico infantil, especialmente aqueles associados a transtornos mentais com início na primeira infância.

Regulamentação

Embora a norma já esteja em vigor, caberá ao Poder Executivo regulamentar os procedimentos necessários para sua aplicação. Entre os pontos que deverão ser definidos estão os protocolos a serem adotados, a capacitação dos profissionais envolvidos e a forma de integração dos atendimentos especializados à rede municipal de saúde.

A proposta acompanha uma tendência observada em diferentes municípios e estados brasileiros de fortalecer ações de rastreamento precoce do autismo. Nos últimos anos, o aumento do número de diagnósticos e da demanda por atendimento especializado tem ampliado o debate sobre a necessidade de identificar sinais ainda nos primeiros meses de vida, reduzindo o intervalo entre a suspeita e o início do acompanhamento multidisciplinar.

Rodrigo Viudes

Recent Posts

Marília realiza vacinação contra a gripe em quatro pontos da cidade neste sábado

A Prefeitura de Marília promove neste sábado (13) uma ação especial de vacinação contra a…

1 hora ago

Marília recebe jogos de handebol e futsal feminino por competições estaduais

Equipes locais disputam rodada da Liga e semifinal da Copa da LPF Mulheres (Foto: Christian…

1 hora ago

Polícia prende dois por tráfico no mesmo endereço em menos de três horas

Polícia Militar apresentou CPJ prisões e apreensões feitas no mesmo lugar (Foto: Marília Notícia) A…

1 hora ago

IBGE abre inscrições em seleção para 8,2 mil vagas de nível médio

As inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)…

1 hora ago

Governo do Estado de São Paulo descarta segundo caso suspeito de ebola

O governo de São Paulo descartou o segundo caso suspeito de ebola, que estava sob investigação na…

1 hora ago

Casos respiratórios disparam entre crianças e acendem alerta em Marília

Vacinação contra a gripe está liberada para toda a população de Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília…

1 hora ago

This website uses cookies.