Marília

Marília fecha o primeiro semestre com saldo positivo de empregos

Marília fechou o primeiro semestre com saldo positivo de empregos, de acordo com dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes à admissão e demissão de trabalhadores.

O setor de serviços foi o grande responsável pela recomposição das vagas na cidade, com participação de 88% no total contratações. Os seis primeiros meses do ano constam com saldo positivo de 1.520 admissões.

O quadro geral positivo contrasta com os dados referentes somente ao mês de junho, que fechou no negativo com saldo de -29.

O balanço atual, inclusive, é completamente diferente do que aconteceu no primeiro semestre do ano passado, quando houve uma redução de 58 postos de trabalho.

Dentro da área dos serviços – que somaram 1.344 novas vagas de emprego -, a que mais cresceu foi a de atendimento ao público, que inclui cargos de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.

Segundo o economista mariliense Antônio Matioli, o resultado pode ser explicado pelo investimento do mercado para recuperar o consumo. “Nós tivemos um período de paralisação e a tendência agora é voltar à normalidade. O poder de compra das famílias retornou e o mercado está buscando reinserir esse público no consumo”, analisa Matioli.

CONSTRUÇÃO EM ALTA

Dentre as demais áreas, durante os seis primeiros meses deste ano, a construção chegou ao número positivo de 156, sendo o maior crescimento percentual dentre os grupos, com 5,74% em relação ao começo do ano.

O comércio teve redução de 4 postos, a indústria cresceu somente 3 vagas e a agropecuária somou 21 novas oportunidades.

“A construção em Marília está muito forte e a tendência é crescer ainda mais, porque o crédito está favorecendo, dando facilidade das pessoas que querem um imóvel. As residências antigas estão se tornando ociosas, pois é melhor pagar um financiamento do que o aluguel”, explica o economista.

PREFERÊNCIA POR JOVENS

De acordo com os dados da Caged, os jovens são os que mais foram empregados no primeiro semestre de 2023. Entre pessoas de 18 a 24, o saldo é de 844 postos, e antes dos 17 anos, foram criados 381 cargos.

Na outra ponta da balança, houve o desfavorecimento dos mais velhos. Em comparação ao início do ano, o mercado formal da cidade fechou julho no negativo, com menos 96 pessoas com mais de 50 anos empregadas.

MAIS CAPACITADOS

A grande maioria das novas vagas – 1.284 – foram preenchidas por pessoas com o ensino médio completo. Já para pessoas com escolaridade incompleta, entre analfabetos, fundamental e superior incompletos, o saldo foi negativo.

“O jovem já está chegando preparado para o trabalho, já conhece a metodologia e isso facilita para o empresário fazer a contratação. Há muitos cursos técnicos na região e a maioria desses jovens formados procuram Marília para o primeiro emprego. Estamos vendo um crescimento na construção e isso mostra a demanda de habitação para essa migração”, pondera Matioli.

Marcelo Martin

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