Marília

Marília adere à greve nacional e tem ato de professores

Coletivo independente de professores organizou manifestação em frente à Diretoria de Ensino de Marília (Foto: Divulgação)

Em Marília, cerca de 50 profissionais da rede estadual aderiram ao movimento liderado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de Ensino no Estado de São Paulo (Apeoesp) e realizaram ato, nesta quarta-feira (26), em frente ao prédio da Diretoria Regional de Ensino.

A entidade promoveu o chamamento para participação da greve nacional, em defesa do magistério e da educação pública de qualidade, porém, professores de Marília se organizaram a partir do “Nós por Nós”, um coletivo independente fundado localmente.

Uma das principais pautas foi o fechamento das salas de aula (Foto: Divulgação)

As movimentações tiveram início às 15h, em frente à Galeria Atenas, com uma oficina de cartazes.

Depois, os manifestantes caminharam até a Diretoria Regional de Ensino, onde entregaram um ofício com requerimento de reunião para que fossem esclarecidos os critérios utilizados para fechamento de salas de aula.

“Algumas salas de escolas da região já fecharam, o que causa maior superlotação de ambientes que já estão lotados. Alguns professores perdem aulas e até mesmo seus empregos no meio do ano”, afirma Thainá Favero, professora e integrante do coletivo.

Oficina de cartazes foi realizada antes do ato (Foto: Divulgação)

Além dos esclarecimentos acerca das salas ameaçadas, o grupo também solicitou explicações sobre a transparência no processo de atribuição de aulas.

De acordo com o coletivo Nós por Nós, aproximadamente 140 professores aderiram à paralisação em Marília.

As pautas estaduais e nacionais, como a revogação do novo ensino média, aplicação correta do piso nacional, reajuste salarial, classes com no máximo 25 alunos, entre outras, também foram apoiadas localmente.

Marília aderiu à greve nacional chamada pela Apeoesp (Foto: Divulgação)

“Destacamos também o horário de estudo dos professores em local de livre escolha, porque hoje precisamos cumprir nas escolas, que não possuem estrutura para suportar todos os profissionais ao mesmo tempo preparando as aulas”, explica Favero.

“Além disso, que os professores categoria O, que são os contratados, tenham os seus direitos equiparados aos dos efetivos e categoria F, até que haja concurso público”, finaliza.

Samantha Ciuffa

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