O pré-candidato a governador de São Paulo pelo PSB, Márcio França, voltou a defender o seu nome para a corrida estadual e disse que manterá a candidatura até o final se não houver acordo com o PT. Enquanto os petistas apoiam Fernando Haddad para o governo paulista, os pessebistas reivindicam o nome de França.
“Como eu havia sido o segundo colocado nas eleições passadas, com uma diferença muito pequena para João Doria, e acho que algumas pessoas que votaram no Doria de alguma forma se arrependeram, então é meio natural que eu, tendo mais de 10 milhões de votos, pleiteie voltar para a cadeira que já ocupei por pouco tempo”, disse ele nesta segunda-feira, 2, durante sabatina realizada pelo Uol/Folha.
Aos jornalistas, França defendeu a realização de pesquisa para averiguar qual nome seria mais competitivo na disputa paulista. “Foi feita uma proposta de acordo com PT. Topo antecipar como se fosse o primeiro turno fazendo uma pesquisa de opinião onde levaríamos em conta o ‘votar’ e o ‘poderia votar'”, explicou. “Existe a chance (de acordo) desde que topem a pesquisa, se não toparem a pesquisa, vão duas candidaturas”, reforçou.
O pré-candidato destacou que a proposta foi aceita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, mas enfrenta ressalvas por parte do diretório estadual do PT em São Paulo. Pelo acordo, o candidato mais competitivo tentaria a eleição ao governo, enquanto o outro disputaria a vaga pelo Senado.
França acredita ser mais competitivo, especialmente no segundo turno, pois seu nome “entra um pouco mais no campo do adversário”, disse.
Cracolândia
Márcio França também disse na sabatina que, se eleito, em dois anos não haverá Cracolândia em São Paulo. “Como fará isso? Tratando as pessoas, internando as que são necessárias. Gasta? Tem que gastar bastante”, disse. Questionado sobre internações compulsórias, França afirma que serão realizadas, se for necessário. “Tem pessoas que não têm mais condição de avaliar”, explicou.
Sobre o uso de câmeras em ações de policiais militares, pauta que gerou embate entre os pré-candidatos ao governo de São Paulo, França defendeu que sejam acionadas quando os policiais estiverem em ação. “Só vai ligar a câmera quando tiver em ação. É automático: mexeu no cassetete, ligou”, disse.
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