Brasil e Mundo

Mãe escreve carta relatando incompetência médica

Jillian Benfield e o seu bebê com síndrome de Down.

“Não sabíamos muito sobre a síndrome de Down. Aparentemente, você também não”, escreveu Jillian Benfield em uma carta aberta compartilhada no Scary Mommy. A mãe de dois filhos se abriu recentemente sobre a experiência que teve quando o médico disse que ela teria um bebê com síndrome de Down.

“Caro doutor, dois anos depois de você ter nos dado a notícia de que nosso filho iria nascer com síndrome de Down, ainda sofro com aqueles 20 minutos que passamos em sua sala de paredes brancas.”

Ela descreveu como o casal soube que havia algo de errado quando foram chamados para se reunir com o médico. Quando chegaram lá, receberam duas opções, abortar ou continuar a gravidez. Não se falou sobre quaisquer exames posteriores.

“Quando perguntei o que significaria para nosso filho ter síndrome de Down, você disse o seguinte: na pior das hipóteses, ele nunca será capaz de alimentar a si próprio. Na melhor, ele irá esfregar o chão de uma lanchonete um dia. A conversa toda sobre o diagnóstico foi composta de limitações arbitrárias e ‘achismos’ de sua parte.”

A reunião deixou na mãe a sensação de que a vida do seu filho não valeria a pena ser vivida. Quando Benfield finalmente decidiu continuar a gravidez, desabafou sobre como se sentia com relação ao médico.

“Você falhou comigo porque escolheu não seguir as diretrizes nacionalmente reconhecidas na hora de falar sobre um diagnóstico de síndrome de Down. As diretrizes do estado ditam que os médicos devem apresentar os aspectos positivos e negativos de uma vida com síndrome de Down de maneira imparcial.”

Através de um estudo de 2013, Benfield descobriu que não estava sozinha em sua experiência. Praticamente uma em cada quatro famílias que recebem um diagnóstico de síndrome de Down durante a gravidez, é incentivada a abortar.

“Embora eu não espere que você saiba tanto sobre a síndrome de Down quanto um especialista, peço para que aprenda algumas noções básicas sobre a doença cromossômica mais comum do mundo. Fale com os pacientes sobre as possíveis complicações médicas, mas também sobre as terapias disponíveis hoje em dia. Fale sobre os possíveis atrasos mentais, mas também que muitas crianças com a síndrome de Down conseguem acompanhar outros alunos em sala de aula. Fale sobre as centenas de programas disponíveis para essas pessoas em faculdades”.

Tornando-se uma blogueira que escreve sobre a síndrome de Down e uma defensora de pessoas com necessidades especiais, Benfield termina sua carta pedindo ao médico que seja um profissional melhor.

“Como um obstetra com décadas de experiência, é certo que não fui sua primeira paciente a receber este diagnóstico e não serei a última. Você precisa fazer melhor do que isso. Vidas dependem disso. Não só a vida da criança que vai nascer, mas de todas as pessoas que são afetadas pela decisão de continuar a gravidez.”

Fonte: Yahoo

Amanda Brandão

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