Marília

MAC completa 82 anos de história e tem futuro incerto em sua gestão

Abreuzão, casa do Marília Atlético Clube, que completa 82 anos nesta sexta (Foto: Gabriel Tedde/Marília Notícia)

O Marília Atlético Clube (MAC) completou nesta sexta-feira, dia 12 de abril, 82 anos de história. Sem muitos motivos para comemorar, o Alviceleste irá amargar mais um ano disputando a terceira divisão do futebol paulista, ao mesmo tempo em que contabiliza seu maior período fora da elite de São Paulo, e enfrenta um momento crucial em sua trajetória, com o futuro de sua gestão envolto em incertezas.

O clube é presidido pelo prefeito Daniel Alonso (PL), mas tem o comando efetivo nas mãos do vice-presidente Alysson Alex, que também almeja concorrer à Prefeitura em outubro, com o apoio do atual governo.

O MAC, por sua vez, passará por eleição presidencial no final deste ano, com mandato de 2025 até 2028, e a sucessão neste momento parece indefinida no clube.

O Marília Notícia obteve informações de que Daniel Alonso estaria decidido a não continuar na presidência no próximo ano. O prefeito comunicou sua decisão a Alysson e questionou se o vice-presidente teria interesse em assumir o comando do Alviceleste.

Conforme apurou a reportagem, visando uma possível eleição municipal, Alysson teria descartado em um primeiro momento a responsabilidade de continuar no comando do MAC.

Em meio a esse cenário, surgem vozes do passado, figuras emblemáticas que marcaram época no Tigrão e que agora vislumbram um retorno ao centro das decisões.

O advogado Antônio Carlos Sojinha, ex-presidente do clube, é um dos que demonstram interesse em retornar à presidência do MAC, após uma passagem anterior marcada por diversos problemas. Sob seu comando, o Tigrão teve a pior fase esportiva da história do clube.

Sojinha presidiu o Marília de 2016 a 2019. Nesse período o clube foi rebaixado da segunda até a quarta divisão do Paulista, conhecida como Bezinha. Em seu último ano, 2019, o MAC conseguiu o acesso para a A3, mas vale ressaltar que, durante esse período de ascensão, o próprio Sojinha delegou a gestão do MAC a Eduardo Nascimento, então secretário municipal de Esportes, devido a problemas de saúde.

Ao Marília Notícia Sojinha enfatiza que, caso assuma novamente o comando, dedicará tempo integral ao clube e promete uma gestão mais madura e experiente.

Outro lembrado nos bastidores foi o advogado Hely Bíscaro, ex-vereador em Marília e ex-presidente do MAC, mas assim como Alysson, ele descartou almejar a sucessão em um primeiro momento.

“Tenho esta missão como cumprida. Não fui o melhor, mas também não fui o pior presidente da história do MAC. Gostaria de ter dirigido o clube sem a preocupação de ter que correr atrás de dinheiro. Enfrentei situações financeiras muito difíceis no Marília e foram 16 anos de luta para manter um time competitivo”, argumentou.

Segundo Hely, torcedores do MAC pedem o retorno dele. “As pessoas me abordam nas ruas e pedem pra eu voltar. Fazem cinco anos que o Marília disputa a série A3 do Paulista, ninguém aguenta mais. Hoje tenho 68 anos, sou aposentado e continuo advogando. Meu desejo é que o próximo presidente do MAC não misture a direção do clube com política. Fui quatro vezes candidato a vereador e cumpri um mandato, e nunca participei da política enquanto era presidente do clube”, salientou.

O Marília Notícia apurou também que o apelo entre os torcedores seria um possível retorno do empresário Luiz Antônio Duarte Ferreira, o Cai-Cai, que comandou o MAC em sua melhor fase da história, com acessos, disputa na elite paulista e participação na Série B do Campeonato Brasileiro.

A reportagem não conseguiu contato com Cai-Cai mas conversou com o ex-jogador Jorge Ferreira da Silva, mais conhecido como Palhinha, bicampeão mundial pelo São Paulo, e parceiro de Cai-Cai nos negócios envolvendo futebol.

Palhinha descartou uma possível participação nas eleições para a presidência do clube, preferindo focar sua energia em sua empreitada empresarial.

“Realizamos esse trabalho no futebol nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, por todos os lados. A ideia no momento não é atuar na diretoria do MAC. Acho difícil. Vamos continuar neste ramo, na gestão da empresa”, disse ao MN.

Enquanto as vozes do passado ecoam, o futuro do MAC permanece incerto. A eleição presidencial no final deste ano promete trazer novos rumos para o clube, cuja trajetória está intrinsecamente ligada às decisões que serão tomadas nos próximos meses.

Em meio a essas incertezas, uma coisa é certa: o Alviceleste continuará sendo um ponto de união e paixão para os marilienses, independentemente dos desafios que enfrentar em seu caminho.

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Gustavo César

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