O primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa) realizado em Marília desde o começo da pandemia foi concluído no mês passado e os dados são preocupantes.
Marília foi classificada na situação de alerta para a possibilidade de um surto de dengue nos próximos meses. A reportagem apurou que um dos grandes temores das autoridades é o risco do surgimento de casos de chikungunya na cidade.
O Liraa – realizado em Marília no mês de outubro – encontrou larvas do Aedes em 2,13% das residências vistoriadas. Esse percentual diz respeito ao chamado índice predial. Em algumas regiões da cidade, o indicador foi ainda maior chegando a 2,75% e até 2,90%.
O Ministério da Saúde considera que índices inferiores a 1% indicam “condições satisfatórias” e de 1% a 3,9% é considerada “situação de alerta”. Quando acima de 3,9%, a infestação representa “risco de surto de dengue”.
O período do ano mais perigoso, por favorecer o acúmulo de água parada, utilizada para reprodução do mosquito, só está começando.
Em janeiro de 2022, um novo Liraa está programado para ser feito no município com o objetivo de monitorar a ameaça. Em janeiro do ano passado, o índice predial em Marília era de 3,3%.
A equipe do Marília Notícia apurou que uma das regiões da cidade com situação mais crítica no momento é a proximidade do Cascata, na zona Leste, área considerada de classe média/alta.
ALERTA
Lupércio Garrido, da Divisão de Controle de Zoonoses, explica que é preciso tomar cuidado com informações sobre as áreas mais críticas, segundo o Liraa.
“Pela nossa experiência, alguns podem achar que a situação da região onde vivem é melhor do que a verificada em outras áreas da cidade. Isso faz as pessoas relaxarem, e esse não é caso. A cidade toda está em alerta, seja rico ou pobre”, comenta Lupércio.
De acordo com supervisor, além do perigo representado pela dengue, existe a ameaça da chikungunya, doença também transmitida pelo Aedes.
“Já temos um caso em Ourinhos e a chikungunya é endêmica no litoral de São Paulo, para onde muitos marilienses viajam no final do ano”, afirma.
Segundo Lupércio, a Prefeitura tem intensificado a atuação dos agentes responsáveis pelas vistorias casa a casa em que são eliminados criadouros e ministrado larvicida em ralos e outros pontos estratégicos.
No momento, a administração municipal não dispõe de contrato para nebulização de áreas críticas, mas Lupércio explica que – em caso de agravamento da situação local – o Poder Público tem condições de assumir este serviço.
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