Ademar de Jesus, o Dema; ‘cada vez é maior o número de famílias vivendo da reciclagem, mas metal está escasso’ (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)
Aumento global no preço da matéria-prima – necessária em vários setores da indústria – afetou comportamento da população e a vida dos catadores de recicláveis. Em Marília, as cobiçadas latinhas de alumínio – antes abundantes em eventos – estão escassas. O quilo do metal já ultrapassa os R$ 7, após uma alta de 35% em seis meses.
O ativista social e catador de recicláveis Ademar Aparecido de Jesus, popular Dema, afirma que é cada vez maior o número de famílias vivendo da coleta na cidade. Sem um cadastro oficial das pessoas que tiram a renda das sucatas, não é possível quantificar.
“É muita gente. Estamos na rua e vamos encontrando as pessoas. Tem lugar para todo mundo que está buscando seu sustento, mas é claro: quanto mais gente coletando, mais difícil de fazer dinheiro”, afirma.
Para somar um quilo, é necessário um volume entre 60 e 65 latinhas. A variação decorre dos diferentes tamanhos das embalagens de cervejas e refrigerantes. O que também varia é o preço pago nos depósitos na cidade: entre R$ 6,90 e R$ 7,50.
Nos últimos seis meses houve aumento de pelo menos 35% no valor do alumínio. A valorização tem feito aumentar o número de pessoas que deixaram de descartar no lixo ou doar as latas; passaram a vender.
Proprietário de um depósito na zona Oeste da cidade, Eduardo Arenas tem mais de 20 anos de experiência no comércio de metais. Por semana, ele entrega à indústria uma tonelada de material, sendo 40% proveniente de latas de bebidas.
“Em 1999, quando eu comecei, era pago R$ 0,06 por quilo de alumínio. Há dois anos, o valor estava em cerca de R$ 2. Depois da pandemia explodiu. Há uns seis meses valia R$ 5,50 e agora chegou aos R$ 7. Isso tudo por causa da escassez. As pessoas não estão consumindo como antes”, afirma.
Arenas conta que o bom valor faz com que as pessoas de aparente poder aquisitivo procurem o depósito de reciclagem, com sacos e sacolas cada vez mais cheias.
“Outro dia apareceu aqui um cliente com uma Hilux (caminhonete). Claro que ele não vive disso, mas tá fazendo um dinheirinho”, revela o comerciante.
CAUSA NOBRE
A servidora municipal Márcia Modesto, moradora na zona Leste de Marília, há muitos anos deixou de jogar no lixo as latas de alumínio. Ela separava o material para os coletores de reciclagem que passam no condomínio onde mora.
A valorização do metal é tão grande que ela passou a separar as latinhas para ajudar uma causa vital, para uma pessoa que enfrenta um câncer. “Ela [a pessoa] vende para ajudar a comprar remédios, custear algumas despesas. É impressionante a importância que esse metal está ganhando. Nada de lixo”, finaliza a professora.
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