O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) publicou a sentença do júri que condenou, nesta semana, em Presidente Prudente, dois acusados de participação na chamada “guerra do tráfico”, série de episódios violentos registrados em Marília em 2011 após disputa entre grupos rivais.
O julgamento de um terceiro foi adiado por ausência do defensor nomeado, o que resultou em novo desmembramento do processo.
Segundo os autos, Marília enfrentou semanas de tiroteios na zona sul naquele período. Familiares dos envolvidos tornaram-se alvos e uma força-tarefa policial foi montada para conter a escalada de violência, que terminou com prisões e abertura de diversos processos.
Os julgamentos foram transferidos de Marília para Presidente Prudente após decisão do TJ-SP apontar “fundado receio de coação dos jurados”, diante da repercussão dos crimes e do histórico dos grupos investigados. A decisão desta semana, assinada pelo juiz Henrique Ramos Sorgimacedo, representa avanço, mas não encerra o caso, considerado um dos mais extensos da região.
Homicídio tentado
Por maioria, os jurados condenaram um dos acusados por tentativa de homicídio qualificado e formação de quadrilha ou bando, totalizando 14 anos e dois meses de reclusão, em regime fechado. O juiz permitiu que ele recorra em liberdade, destacando que o crime ocorreu em 2011 e que não há registros de nova conduta grave desde então.
O outro recebeu pena de quatro anos e um mês por formação quadrilha ou bando, em regime inicial fechado, com ordem de prisão decretada. A pena foi agravada devido a maus antecedentes e reincidência apontados nos autos.
AUSÊNCIA DE DEFENSOR
O terceiro seria julgado na mesma sessão, mas o defensor nomeado não compareceu. O juiz determinou comunicação imediata à OAB e a separação do processo para evitar atraso dos demais julgamentos. Esta é a sexta divisão formal do megaprocesso desde 2012. O novo júri foi marcado para 13 de maio de 2026, às 9 horas, em Presidente Prudente.
Ainda restam 21 réus aguardando julgamento no mesmo procedimento, segundo o TJ-SP. A previsão da Justiça é de que todos sejam levados ao Tribunal do Júri até o fim de 2026.
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