Polícia

Justiça pronuncia a júri popular delegado mariliense

Adolescente Katrina (na foto) virou símbolo da luta por Justiça, em caso de ação policial desastrada em eventos públicos (Foto: Redes Sociais)

O delegado de polícia Vinícius Martinez vai ser julgado pelo Tribunal do Júri, acusado de homicídio pela morte da adolescente Katrina Bormio, durante a Festa do Peão de Promissão, em agosto do ano passado. A decisão foi proferida pelo juiz Renan Santos, após denúncia formalizada pelo promotor de Justiça Ely Bernal.

Segundo a acusação, o delegado mariliense efetuou quatro disparos de arma de fogo ao intervir, de forma considerada injustificada, em uma abordagem policial que transcorria sem intercorrências. Ele chegou a ser preso, mas foi colocado em liberdade.

Os tiros foram disparados em meio a uma área de aglomeração, e um dos projéteis atingiu a adolescente, que aguardava o pai perto local do tumulto.

HOMICÍDIO DOLOSO

A Promotoria aponta que o réu estava sob efeito de álcool no momento dos disparos e que assumiu o risco de provocar uma tragédia, caracterizando o homicídio doloso na forma eventual – quando o autor não deseja diretamente o resultado, mas o aceita como possível.

O crime foi qualificado pela impossibilidade de defesa da vítima e pelo perigo comum gerado à multidão.

DEFESA NEGA

A defesa do delegado nega dolo e diz que Vinícius agiu em cumprimento do dever. Em nota à imprensa, os advogados Augusto Mendes Araújo e Ellen Pelarigo, que representam o mariliense, afirmaram que ele jamais teve intenção – direta ou indireta – de matar a jovem.

A defesa destacou que a decisão judicial reconheceu a ausência de dolo direto na conduta e permitirá que o réu recorra em liberdade, permanecendo no cargo de delegado até decisão final.

“Dr. Vinícius agiu diante de uma situação de grave ameaça, envolvendo um indivíduo que desrespeitou ordens da Polícia Militar, alegou estar armado e representava risco aos presentes. O delegado atuou dentro dos limites da legalidade e no estrito cumprimento do dever legal”, afirmaram os advogados, em nota ao Marília Notícia.

A defesa informou ainda que irá recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), buscando afastar a tese de dolo eventual e evitar a submissão do delegado ao Tribunal do Júri.

O caso gerou grande comoção em Promissão e na região, inclusive com batalha judicial pelo segredo de Justiça e na tentativa do delegado de evitar que a mãe da menina, Sabrina Santos, use as redes sociais para fazer acusações contra ele e militância com pedido de Justiça.

Carlos Rodrigues

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