Polícia

Justiça nega liberdade a tapeceiro, rejeita exumação

Adriana morava com ‘Ceará’ em um apartamento na zona oeste da cidade (Foto: Divulgação/Redes Sociais)

A Justiça de Marília, em decisão da 3ª Vara Criminal, decidiu manter a prisão do tapeceiro Francisco Alexandre da Silva de 55 anos, conhecido como “Ceará”. Ele responde pela morte da cabeleireira Adriana da Penha Gonzaga, ocorrida no final de março deste ano.

Além da liberdade, a defesa do réu pediu à Justiça que fossem realizados exames toxicológicos. Contudo, o juiz Fabiano da Silva Moreno entendeu que os testes em amostras de cabelos, pelos, unhas e sangue do réu e da vítima traria a necessidade de exumação do cadáver, em “lapso temporal” elevado, desde os fatos. O pedido foi indeferido.

A defesa também requereu que fossem enviados ofícios a operadoras telefônicas e instituições financeiras. Mas a magistrado alertou que a produção desse tipo de prova é “ônus da defesa”, já que envolvem contas e linhas também do próprio réu.

Para manter a prisão, o juiz fundamentou na “periculosidade e frieza do denunciado, demonstradas pela forma de execução” do crime, além da “garantia da ordem pública e aplicação da lei penal”.

Vale lembrar que, após matar a companheira com golpes de faca, o tapeceiro foi preso em fuga, próximo à fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

A defesa também não terá, anexadas no processo, eventuais folhas de antecedentes, boletins de ocorrência, denúncias, sentenças e acórdãos criminais referentes especificamente à vítima. “Não guarda relação com os fatos”, manifestou o juiz.

Na decisão, Fabiano Moreno marcou audiência para o dia 15 de agosto. O magistrado deferiu o pedido de defesa gratuita para o tapeceiro e mandou intimar as testemunhas.

O titular da 3ª Vara Criminal também determinou que a Polícia Civil envie ao cartório eventuais boletins de ocorrência envolvendo, necessariamente, o réu e a vítima.

CRIME

Adriana foi morta com golpes de faca na madrugada de 31 de março em um apartamento do bairro Operários da Alimentação (zona oeste). O tapeceiro, após ser preso, confessou o crime e alegou teria havido uma briga de casal.

O homem disse que estava sendo pressionado pela mulher, de forma insistente e indevida, a concluir o reparo de estofamentos em mobílias do salão de beleza da vítima.

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Carlos Rodrigues

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