Polícia

Justiça mantém assassino de Adriana preso e aguarda transferência

Adriana em foto com seu futuro assassino (Foto: Arquivo Pessoal)

Em decisão desta terça-feira (2), após audiência de custódia, a Justiça de Marília manteve a prisão do tapeceiro Francisco Alexandre da Silva, de 55 anos. Ele é acusado de matar com golpes de faca a então namorada, a cabeleireira Adriana da Penha Gonzaga, de 49. O caso chocou a cidade pela barbárie e violação do direito feminino à vida.

A audiência – primeira do caso – foi realizada por meio de videoconferência, já que o preso continua detido no Paraná. Após ser abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em uma estrada no município de Francisco Alves, Silva foi encaminhado para a delegacia de Guaíra (PR).

Além da manutenção da prisão, segue a expectativa pela chegada do tapeceiro em Marília, o que ainda não deve acontecer nesta terça-feira. O caso, registrado inicialmente no plantão policial, é acompanhado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

O corpo de Adriana foi sepultado nesta segunda-feira (1º), em clima de forte comoção. O caso, assim como outros de violência à mulher, evidenciou o desrespeito à condição feminina. Segundo testemunhas, a vítima agonizava e ainda era ofendida pelo ex-namorado, com palavras de baixo calão.

JUSTIÇA

Em sua fase judicial, o processo deve ser examinado pela 1ª Vara Criminal de Marília – juízo que atua nos processos que são de competência do Tribunal do Júri.

No despacho de hoje, que cumpre formalidade, o juiz de custódia de Marília apontou não ter havido “alteração da situação fática ou jurídica”, por isso, a prisão preventiva decorrente do flagrante fica mantida.

Francisco Alexandre da Silva foi autuado, inicialmente, como incurso no artigo 121 do Código Penal (matar alguém), com pena que varia de seis a 20 anos de prisão, em caso de condenação.

Porém, a Justiça pode entender a existência de diversas qualificadoras, como o feminicídio, motivo fútil, meio cruel e ainda crime à traição, mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima. Nesses casos, a pena pode passar de 30 anos.

Carlos Rodrigues

Recent Posts

Santa Casa de Marília recebe doação de 210 travesseiros para leitos de internação

Campanha foi organizada pela empresária Márcia Tédde após identificar necessidade da instituição.

13 horas ago

Deputados defendem ampliação do programa de escola cívico-militar em Marília

Adesão de escola da zona norte reforça a atuação de Dani Alonso e Capitão Augusto…

14 horas ago

Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais

A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impedem qualquer alteração nos programas…

14 horas ago

Polícia investiga suspeita de agressão contra idoso internado após cirurgia em Marília

A Polícia Civil instaurou investigação para apurar um caso de possível violência contra um idoso…

14 horas ago

Prouni 2026: divulgado resultado de nova chamada para o 2º semestre

Estudantes que participam do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni), referente ao segundo…

14 horas ago

This website uses cookies.