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Justiça de Pompeia julga acusado de matar mulher

Regional
19 de julho de 2022

Casal estava separado há dois meses (Foto: Arquivo Pessoal)

A Justiça de Pompeia (distante 31 quilômetros de Marília) julga nesta terça-feira (19) o administrador de fazenda João Paulo de Castro. Ele é acusado de matar a ex-companheira Camila Eduarda Santos de Souza, 19, na madrugada de 11 de fevereiro de 2021 no distrito Paulópolis.

O júri teve início às 9h e seguia até a publicação desta reportagem. O réu está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Álvaro de Carvalho (distante 44 quilômetros de Marília).

Castro é acusado de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.

Crime aconteceu em Paulópolis (Foto: Portal NC)

RELEMBRE

Segundo registro policial, o crime ocorreu por volta de 0h30, quando equipes de socorro foram acionadas até uma residência no distrito.

A vítima estava caída em um dos quartos e havia sido alvejada por vários disparos de arma de fogo. O óbito de Camila foi constatado ainda no local pelo Samu.

A mãe e a tia da jovem contaram aos policiais que Camilia residia no local com os filhos, uma menina de oito meses e um menino de um ano e nove meses, após se separar de João há aproximadamente dois meses.

A genitora de Camila relatou que o administrador de fazenda invadiu o imóvel armado e efetuou diversos disparos. A vítima ainda tentou correr, mas não conseguiu escapar e caiu no quarto.

A mãe questionou o acusado durante a execução, por qual motivo ele estaria ali. Transtornado, João teria respondido: “eu vou matar essa desgraçada”.

Camila tinha 19 anos (Foto: Arquivo Pessoal)

A tia da vítima, que é vizinha da residência, disse que ouviu os tiros. Ao sair para verificar o que estava acontecendo, viu João correndo e entrando em um veículo que era conduzido por outra pessoa.

Camila foi atingida com disparos na região dorsal, abdômen, pescoço e coluna. A perícia esteve no local.

Uma testemunha contou à Polícia Militar que estava na companhia de João e de um outro colega, e que os três trabalham juntos em uma fazenda em Oriente (distante 19 quilômetros de Marília).

Segundo o relatado pelo ajudante, o administrador de fazenda pediu que outro colega fosse dirigindo o carro até a casa de Camila, pois iria buscar a filha e levar para a fazenda.

O acusado teria descido sozinho e os colegas ouviram os disparos. João voltou correndo e pediu que o levassem embora.

A testemunha foi deixada nas imediações de outra fazenda em Oriente e disse não ter conhecimento que o autor estava armado. O ajudante afirmou estar em estado de choque e que não imaginava que isto aconteceria. João e o outro amigo seguiram em rumo ignorado.