Brasil

Juros do financiamento imobiliário podem aumentar, alerta setor

Investimento para aquisição de casa própria passa por período de dificuldade para crédito (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Os juros para financiar a casa própria podem aumentar em breve se as condições para a oferta do crédito não mudarem, segundo agentes do mercado imobiliário reunidos nesta terça-feira (24) no Incorpora Abrainc (Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias).

Além do aumento da Selic (taxa básica de juros), os recursos da poupança não têm acompanhado a demanda aquecida de vendas de imóveis e de busca por financiamento, afirmam bancos e lideranças do setor.

A taxa de juros de dois dígitos impacta o volume de recursos disponíveis na caderneta, principal fonte de crédito imobiliário, pois outros investimentos ficam mais atrativos. O mercado de capitais tem conseguido suprir apenas parte desse déficit, por meio de letras de crédito imobiliário atreladas ao IPCA.

O caminho, porém, ainda é longo para que a poupança seja substituída como instrumento principal de financiamento habitacional do brasileiro, ao lado do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

O ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, afirmou que o governo estuda novas modalidades. “Nem sempre a gente vai viver o momento de antes, a poupança, por exemplo, não tem mais a força que tinha. A gente sabe disso. O que precisa ser feito em termos de estímulo ao crédito imobiliário? E a gente não tem problema em ousar”, disse no evento.

Para Thiago Lisboa, superintendente executivo de empréstimos e financiamentos do Bradesco, se o cenário não mudar nos próximos meses, o crédito vai ficar mais caro para o brasileiro.

FGTS

O segmento do médio e alto padrão (imóveis acima de R$ 350 mil) enfrenta outra dificuldade além da sangria da poupança: o saque-aniversário do FGTS, que está diminuindo os recursos do Fundo de Garantia. Ao lado da poupança, o FGTS é o principal instrumento de financiamento imobiliário do país.

O ministro Jader Barbalho Filho (MDB) afirmou ser “importantíssimo” discutir o fim do saque-aniversário. “O fundo serve para financiar obras de infraestrutura, tem que financiar, vamos dizer assim, o desenvolvimento do país, habitação. Eu acho que essa deve ser a atenção central do fundo”, disse.

O projeto de lei para o fim do saque-aniversário deve ir ao Congresso Nacional ainda neste ano. O presidente Lula já deu o seu aval. Além de poder sacar um valor no mês de aniversário, instituições financeiras oferecem crédito para antecipar o saque de anos seguintes.

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Folhapress

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