Paulo Alves (esquerda) e Daniel Alonso
O juiz Samir Dancuart Omar, da 3ª Vara Cível de Marília, revogou nesta segunda-feira (4) a ordem que suspendia a comissão provisória do PSDB de Marília.
Com a decisão, as atividades do partido na cidade voltam ao normal, sob a liderança do empresário Daniel Alonso.
“Nós mostramos para o juiz o estatuto atualizado do PSDB. Era apenas uma questão de documentos. Não tenho dúvidas que isso é armado pela oposição, que quer me derrubar no ‘tapetão’, o único problema é que a decisão saiu sexta às 5 da tarde e fica esse falatório no final de semana. Nós fizemos tudo de acordo com as regras e agora está provado”, disse Daniel, pré-candidato a prefeito pela legenda.
Segundo o empresário, a coordenadoria regional do partido havia aprovado a medida, que foi posteriormente ratificada por Pedro Tobias, presidente estadual do PSDB.
Paulo Alves, ex-presidente local dos tucanos, também comentou a decisão: “Isso vai acabar em uma reunião da executiva estadual. É uma disputa, tudo depende, vou aguardar o resultado tranquilo. Isso tudo que aconteceu foi até um processo para forçar a reunião, que o Pedro Tobias não queria fazer. Veremos os próximos passos”, disse.
Entenda
Esse é mais um capítulo da batalha entre Paulo Alves e Daniel Alonso. Tudo começou quando Paulo Alves ainda era presidente do diretório municipal e foi seduzido pelo grupo político do prefeito Vinícius Camarinha (PSB).
Apesar de Alves negar publicamente, nos bastidores a informação ventilada era de que ele negociava com o atual prefeito para sair como vice nas eleições de outubro.
Os boatos cresceram quando Paulo anunciou sua saída do comando da Secretaria Estadual de Assistência Social na região, obedecendo, assim, a lei de descompatibilização que obriga servidores a se afastarem dos cargos para concorrer nas eleições municipais.
Em uma visita a Marília do secretário estadual da pasta, Floriano Pesaro, a crise explodiu, pois o dirigente estadual declarou apoio aberto a Camarinha e ainda disse que gostaria de ver a dobradinha com Alves, fato que impediria a candidatura de Daniel Alonso (o partido pode compor somente uma chapa).
Os tucanos aliados de Daniel não gostaram nada disso e decidiram dissolver o diretório municipal, na época comandado por Alves. Foram 37 votos a favor e 5 contra a dissolução.
A manobra tirou Paulo Alves da presidência e uma nova Executiva foi formada com Daniel à sua frente, fato que praticamente sepulta a aliança com Vinícius Camarinha.
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