Polícia

Jovem que causou acidente fatal no campus em Marília vai a júri popular

Veículo Gol foi pego de uma amiga do motorista infrator sem autorização (Foto: Arquivo MN/Gabriel Tedde)

A Justiça de Marília, em sentença de pronúncia assinada nesta última quarta-feira (29), decidiu mandar ao banco dos réus Gabriel Pires Gomes, de 26 anos, acusado de causar o acidente que matou uma estudante e feriu outros três. A colisão aconteceu em setembro de 2016, na avenida Higino Muzzi Filho.

O homem responde por homicídio contra Beatriz Bernardes Passalha, de 18 anos, e por tentativa de homicídio em relação a Gilvandre Evangelista Rodrigues Paulo, Gustavo Sbrolini Guariente e Caio Endo Toyama Alves.

O último jovem citado, inclusive, foi vítima grave do acidente, tendo ficado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com múltiplas fraturas, traumatismo craniano e outras lesões.

A decisão, assinada pelo juiz Paulo Gustavo Ferrari da 2ª Vara Criminal de Marília, chega sete anos depois em um processo com perícias, reexames, laudos médicos, contestações, oitivas de várias testemunhas, muitas delas fora da cidade.

Uma garrafa de vodka vazia foi encontrada dentro do carro (Foto: Arquivo MN/Gabriel Tedde)

“(…) Os elementos trazidos aos autos demonstram a materialidade dos delitos, havendo provas de que o acusado, agindo com dolo eventual na direção do veículo e com emprego de meio que poderia gerar perigo comum, matou Beatriz Bernardes Passalha e tentou matar (cita os três demais), não consumando os delitos por circunstâncias alheias a sua vontade”, escreveu o juiz.

Com a sentença de pronúncia, a defesa de Gabriel Pires Gomes poderá recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Caso a apelação não seja acolhida, ele terá seu julgamento marcado pela Justiça de Marília.

Gomes responde por homicídio qualificado por motivo fútil, ou seja, morte causada por motivo considerado banal. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) aponta ainda três vezes tentativa de homicídio qualificado, também por motivo fútil.

Jovem Beatriz Passalha, de apenas 18 anos, morreu na hora (Foto: Divulgação/Redes Sociais)

A denúncia inclui o 306 do Código de Trânsito, que pune quem dirige sob a influência de álcool ou outra substância psicoativa.

ACIDENTE

No dia do acidente, os jovens estavam em uma festa de república onde supostamente teriam bebido. O grupo teria ido para a casa de Gabriel, mas decidiram voltar para a festa.

Eles pegaram o Volkswagen Gol, ano 2002, cor cinza, placas de Garça, de uma amiga sem autorização e saíram para comprar mais bebidas e cigarros. No retorno, o acidente aconteceu.

Todos ficaram feridos. Gabriel chegou a ser preso em flagrante pela Polícia Militar e mantido sob escolta no Hospital das Clínicas (HC), mas a defesa dele conseguiu um habeas corpus e o rapaz foi para casa, após alta médica. A Justiça permitiu que ele respondesse ao processo integralmente em liberdade.

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Carlos Rodrigues

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