Esportes

José Aldo se coloca entre os 3 melhores da história do UFC

O próximo desafio de José Aldo no octógono será neste sábado, quando ele enfrentará Petr Yan pelo cinturão vago do peso-galo no UFC 251, em Abu Dabi. Desta vez, o brasileiro entra em cena como azarão na disputa contra o rival russo.

“Acho que não é uma surpresa ser o azarão. Ele é um cara novo, está subindo na categoria. Apesar da minha história, o meu domínio foi no peso de cima. As pessoas se questionam sobre o meu corte de peso, como eu vou me portar, é compreensível. Mas tudo isso vai mudar a partir de sábado”, afirmou Aldo durante o “media day” virtual com a imprensa.

Deixando a modéstia de lado, ele também prometeu trazer o cinturão para o Brasil e disse estar na lista dos melhores lutadores da história do UFC. “Eu me coloco entre os três melhores de todos os tempos. Em primeiro eu coloco o Georges St-Pierre por como ele dominou sua divisão, e em segundo eu diria ou o Anderson Silva ou Jon Jones, e eu me coloco na sequência”, disse. “Quero vencer sábado, defender meu cinturão até o final do ano e lutar mais no ano que vem. Esse é o meu plano”, complementou o brasileiro.

O manauara contou que estava se preparando para lutar em 9 de maio, em São Paulo, quando a pandemia do novo coronavírus obrigou a organização e os lutadores a mudarem todos os planos. “Fiquei na quarentena, me resguardei durante duas semanas e depois comecei a treinar com o Matheus Naccache, que ficou comigo o tempo todo. Aí a luta foi cancelada e logo depois surgiu a oportunidade de lutar na Ilha. Eu comecei a fazer a preparação física em casa e depois voltamos para a academia, só nós, já que ela estava fechada. Selecionamos três atletas e ficamos sempre nós quatro durante todo o camp”, explicou.

“Eu sempre tento olhar o lado positivo das coisas, então penso que foi uma preparação muito boa. Porque eu pude treinar sozinho e escolher meus parceiros”, complementou Aldo.

Questionado sobre o desafio de lutar em outra categoria, ele diz estar tranquilo. “Eu sempre tive em mente lutar em outra categoria, mas pensava que seria no peso de cima. Depois da minha última luta na divisão até 65kg, o Dedé Pederneiras propôs que a gente tentasse descer para o peso-galo. Eu procurei profissionais para entender se eu teria condições de bater esse peso e todo mundo disse que era totalmente possível. Na primeira vez, foi uma experiência, eu não tinha certeza como meu corpo iria reagir. Agora já sei como funciona. Lutar em uma categoria diferente me motiva e me rejuvenesce”.

Agência Estado

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