Variedades

Jornalista Rodrigo Viudes indica três ‘spaghetti western’

O jornalista Rodrigo Viudes (Foto: Divulgação)

O jornalista Rodrigo Viudes é o convidado desta edição da coluna ‘Dicas da Semana’ do Marília Notícia. Ele sugere três clássicos de um dos principais gêneros cinematográficos, o ‘spaghetti western’.

“Não sou dos mais aficionados pela sétima arte. Até que a pandemia fechasse as salas de cinema pelo mundo afora, havia assistido um ou dois filmes na telona neste ano. Mas, eis que veio a reclusão e, consigo, o tempo. Mais do que suficiente – ao menos para mim – para fazer de tudo um pouco em casa e, claro, prestigiar bons filmes”, comentou o jornalista.

“Entres tantos gêneros – fala-se em 29! – tenho especial predileção pelos faroestes. Tipo ‘bang-bang’ mesmo. Americanos, italianos. Acredito que já tenha assistido a maioria dos que já chegaram aos cinemas. Vários deles, nas últimas semanas”, completou

“A inspiração não é para menos. Quem sai de casa precisa trajar-se como os bandidos do velho oeste: máscara no rosto e, se quiser, chapéu. E, claro, armado, mas de álcool gel. Na dúvida, a gente atira mesmo mais uma borrifada – e atinge a quantos puder com a higienização. Viver nestes tempos virou um faroeste diário contra o novo coronavírus. É duelo de vida ou morte todo dia”.

Rodrigo afirma que os filmes escolhidos por ele “estariam na lista de qualquer apreciador de grandes westerns”. No entanto, uma perda recente e irreparável encaminhou e qualificou a seleção dos títulos pelo jornalista.

‘Por Um Punhado de Dólares’ (1964), ‘Três Homens Em Conflito’ (1965) e ‘Era Uma Vez No Oeste’ (1969), ele explica, “ficaram imortalizados pelas trilhas épicas compostas por Ennio Morricone, que nos deixou no começo de julho, aos 91 anos”.

“Deixo aqui meu silencioso, mas singelo tributo. Os três filmes têm ainda em comum a direção de ninguém menos que Sergio Leone (1929-1989). Deste, dispenso apresentação”.

Por Um Punhado de Dólares – Direção de Sergio Leone

Não é de hoje que a fronteira entre o México e os Estados Unidos é território para conflitos e interesses de bandos, gangues. Era assim nos tempos do velho oeste, também. Às vezes, aparece alguém que se acha mais esperto e tenta tirar alguns trocados de ambos os lados. É por aí que se desenrola a história estrelada por um dos maiores protagonistas do faroeste de todos os tempos: Clint Eastwood. Ele é o ‘homem sem nome’, que voltaria às telas em ‘Por Uns Dólares A Mais’ (1965) e ‘Três Homens em Conflito’ (1966), o último desta trilogia. Clint repetiria o mesmo personagem em ‘Pistoleiro Sem Nome’ (1973), dirigido por ele mesmo.

Três Homens Em Conflito – Direção de Sergio Leone

Além de belas mulheres, nada melhor do que uma boa grana para atrair mocinhos e, principalmente, bandidos. Aqui, são três com o mesmo objetivo: o bom, Clint Eastwood; o mal Lee Van Cleef (1925-1989); e o feio, Eli Wallach (1915-2014). É interessante como a história do filme se desenrola e interage com a guerra civil americana, na segunda metade do século 19. Leone conduz tudo com leveza, capricho e bom humor. É deste filme a trilha mais famosa de todos os faroestes. Aquela do assovio, lembra-se? Se quiser escutar, basta digitar ‘o bom, o mau e o feio’ no Youtube. Recomendo a versão orquestrada. Você não vai ouvir só uma vez.

‘Era Uma Vez No Oeste’ – Direção de Sergio Leone

Eis um filme que, confesso, assisti muitas vezes. É daqueles para se revisitar sempre. A história é muito boa (para um faroeste, claro): uma família é dizimada por um pistoleiro – Henry Fonda (1905-1982) – e aparece, inesperadamente, uma herdeira: uma prostituta, a belíssima Claudia Cardinale. As terras estão no rumo de uma nova ferrovia – sou ‘fãrroviário’ confesso – e do vilão que, por sua vez, fica na mira de alguém de seu passado: o homem da harmônica (Charles Bronson | 1921-2003). Aliás, o som do instrumento é uma das marcas do filme, a exemplo dos bandolins. E a trilha na cena final é uma obra-prima de Ennio Morricone. Bravíssimo!

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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