Premiada como jornalista, Amanda está impedida de falar sobre acusação de violência sexual, após derrota na Justiça (Foto: Redes Sociais)
A jornalista mariliense Amanda Audi usou sua conta no Twitter para apontar suposto caso de assédio judicial que, segundo ela, vem sofrendo após ter denunciado violência sexual e moral. O caso é considerado um alerta para a revitimização sistêmica, provocada inclusive pelo uso da Justiça para calar as vítimas.
Amanda é jornalista especializada em política e direitos humanos. Ex-diretora executiva do Congresso em Foco, foi repórter do Intercept Brasil – onde deixou de trabalhar, como desdobramento de sua denúncia. Antes, trabalhou na Folha de São Paulo, O Globo, Gazeta do Povo, Poder 360, entre outros.
Em 2019, a mariliense conquistou o prêmio Comunique-se de melhor repórter de mídia escrita. No ano passado, venceu o prêmio Mulher Imprensa de webjornalismo 2020.
Entre os trabalhos de destaque, estão algumas das reportagens da chamada “Vaza Jato”, que revelou conteúdo hackeado de celulares de integrantes da força tarefa Lava Jato.
“Fico sabendo que o ser vai entrar com mais uma ação contra mim. Já são 4, em que eu tenho que me defender, pagar advogados e constantemente me relembram pq (sic) sou vítima. É assédio judicial. Sem contar outros pequenos ataques rotineiros. Parece q (sic) ele só vai parar quando me destruir”, escreveu no Twitter a jornalista.
Amanda, que tem 147 mil seguidores em sua conta no “miniblog”, tem movido uma rede de solidariedade, especialmente de mulheres. Ela tem obtido, inclusive, apoio econômico para custear sua defesa na batalha judicial.
Do outro lado – no embate – está um economista, professor da Universidade de Brasília (UnB), à época articulista do Intercept Brasil, o qual Amanda está proibida de citar em suas publicações.
A denúncia da jornalista foi arquivada. O Ministério Público do Distrito Federal apontou que “os elementos probatórios reunidos no inquérito policial não seriam capazes de sustentar uma condenação em desfavor do acusado. Assim, foi solicitado o arquivamento”.
ASSÉDIO JUDICIAL
Inicialmente, a expressão era usada para designar a procrastinação intencional, que atinge o regular trâmite do processo. Conduzida por uma das partes, por magistrado ou seus auxiliares – entre outros operadores do Direito – e teria, por fim, impedir que a Justiça seja feita.
Entre os ativistas, o termo é também usado como definição de abusos e uso recorrente da Justiça, para silenciar uma das partes ou impor uma versão sobre fatos que estejam sob apuração ou debate público.
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