Natália Figueiredo é nutricionista especialista em nutrição clínica e saúde da mulher (Foto: Divulgação)
Jejum Intermitente (JI) é o nome dado ao estilo de alimentação que alterna períodos de jejum com períodos de alimentação. Esta técnica vem despertando a atenção no mundo fitness e também de muitos pesquisadores da área da saúde.
O seu princípio baseia-se na rotina alimentar do homem primitivo. Sabemos que, por mais que o organismo humano tenha evoluído com o decorrer dos milênios, fisiologicamente falando ainda não estamos tão distantes dos nossos ancestrais. O genoma humano não teve tempo para grandes modificações, e uma coisa é certa: eles não comiam de três em três horas.
Segundo os paleontólogos, devido às intempéries da época e pela dificuldade na obtenção de alimentos, os nossos ancestrais passavam por longos períodos em jejum, comiam quando podiam e tudo o que podiam, de preferência o pedaço de carne mais gorda que pudessem encontrar, pois os seus organismos precisavam armazenar o quanto pudessem de energia até a próxima refeição.
Existem dois estados metabólicos possíveis: o alimentado e o de jejum. Enquanto alimentado, o corpo está no modo de armazenamento, no estado de jejum, usa as reservas energéticas, grande parte delas armazenadas em forma de gordura. Nossos antepassados mantinham um bom equilíbrio entre os dois estados.
Na atualidade, passamos no mínimo 2/3 do tempo alimentados, o que de certa forma impede o uso das reservas de gordura. Ou seja, quando fazemos uma dieta “comum”, utilizando diversas refeições no decorrer do dia, o corpo se acostuma a utilizar os alimentos ingeridos como fonte fácil de energia.
Durante o jejum intermitente, o corpo não tem essa opção, além de não ter alimentos sendo ingeridos toda hora para usar como energia, também perdemos glicogênio, forçando o corpo a recorrer a gordura como fonte de energia, ou seja, perdemos peso.
Um exemplo muito comum, na prática, é o jejum intermitente diário de 12 horas. Nele, o indivíduo realiza a última refeição do dia anterior, dorme por aproximadamente oito horas e, depois, fica mais quatro horas sem se alimentar pelo período da manhã.
Ou seja, equivale a basicamente realizar o jantar à noite e só comer novamente no almoço do dia seguinte, pulando o café da manhã e qualquer outra refeição que pudesse realizar antes do almoço.
Esse é um protocolo bastante utilizado porque já aproveita oito horas de sono e também porque uma boa parcela das pessoas não sente muita fome pela manhã.
Muitos estudos avaliam o efeito do jejum intermitente, os protocolos são variáveis, mas talvez o mais comum seja o jejum alternado em dia sim, dia não.
ESSA PRÁTICA É BENÉFICA?
Sim, a promessa de acelerar o metabolismo, proporcionar a perda de gordura, aumentar os níveis do HGH (hormônio do crescimento humano), além de auxiliar na prevenção da diabetes e de cardiopatias.
É RECOMENDÁVEL FAZER EXERCÍCIOS EM JEJUM?
Treinar em jejum só maximizará o uso de gordura como fonte de energia, podendo gerar uma performance ainda maior. Além disso, o treino aumentará a síntese de proteína e a resposta anabólica dos alimentos que serão ingeridos após o treino.
Por isso, a maior refeição do dia é a que quebra o jejum e logo após a sessão de treino.
O QUE O JEJUM FAZ COM O CORPO?
É importante destacar que, quando comparado com protocolos convencionais de restrição calórica diária, o jejum intermitente mostra melhores resultados, principalmente na melhora da resistência à insulina e na perda de peso e gordura corporal.
QUALQUER PESSOA PODE FAZER ESSE TIPO DE DIETA?
Não. Esta dieta deve ser acompanhada pelo nutricionista que deverá analisar a saúde do indivíduo, através de exames clínicos e laboratoriais e também é totalmente contraindicada para pessoas em uso de determinadas medicações, especialmente diabéticos em uso de insulina.
Também devem evitar esta conduta alimentar pessoas que vivam sob estresse crônico ou com o cortisol desregulado, crianças, adolescentes, idosos e gestantes.
DURANTE O JEJUM PODE BEBER ÁGUA?
Sim, a orientação é manter a hidratação, porque não faz sentido tirar a água, já que todas as reações do nosso corpo acontecem na presença de água.
A DIETA DO JEJUM INTERMITENTE DÁ RESULTADO?
Sim, no entanto, ao fim da dieta, a pessoa deverá fazer uma reeducação alimentar para que, quando voltar a se alimentar normalmente, retorne com bons hábitos alimentares, pois se manter os hábitos errados que tinha antes da dieta, voltará a engordar novamente.
Mais informações podem ser obtidas com a nutricionista Natália Figueiredo no Instituto InMulti, na rua Carlos Botelho, 703, pelos telefones (14) 3433-6198 e (14) 9 9162-7550 ou pelo site [clique aqui].
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