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‘Janot, nessa escola sua eu fui professor’, diz Joesley

No polêmico áudio de quatro horas, de 17 de março, que provocou reviravolta do caso JBS, Joesley Batista revela irritação e diz ao executivo Ricardo Saud, seu braço direito, que Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, é ‘idiota’.

Em um trecho do polêmico áudio de quatro horas que provocou a reviravolta do caso JBS, o empresário Joesley Batista conversa com o executivo do grupo Ricardo Saud e ataca a Operação Carne Fraca, deflagrada naquele dia 17 de março. Joesley diz que é ‘uma operação idiota’ e acrescenta. “Janot, nessa escola sua eu fui professor.”

“Eu queria estar frente ao Janot e dizer. ‘Janot, para. Isso é coisa de menino. Para. Uma operação idiota dessa, você bota mil e cem homens na rua, em troca de nada, achando que vai me amedrontar. Achando que vai…para! Tá louco.”

Joesley e Saud disseram na quinta-feira, 7, à Procuradoria-Geral da República que o diálogo daquele 17 de março foi ‘uma conversa de bêbados’. Não convenceram. Janot pediu a prisão de ambos e ainda do ex-procurador da República Marcello Miller, sob suspeita de fazer jogo duplo – ele estaria ajudando o grupo empresarial nas negociações para o acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República quando ainda estava no exercício das funções no Ministério Público Federal.

Naquele 17 de março, a Polícia Federal e a Procuradoria deflagraram Carne Fraca, que pegou frigoríficos por supostamente colocarem no mercado produtos estragados.

“É porque ele (Janot) não sabe com quem ele tá lidando”, seguiu Joesley no bate papo com Saud. “É que ele tá achando que tá lidando com um menino amarelo. Aí eu vou chegar lá e dizer. ‘Janot, nessa escola sua eu fui professor. Você tá tendo aula e eu fui professor. Para! Que que é isso…Que brincadeira, Para! Eu tô achando até engraçado. To achando até ridículo isso. Para! Ricardinho, ele na cadeira dele conosco, ele num…Ricardinho, na escola que eles estudam, nós é professor. Para!”

Em outro trecho, Joesley fala do ‘jogo do Ministério Público’.

“Dentro do jogo do MP com não sei o quê, é um carteado, né? Uma aposta. Eu posso estar completamente enganado. Ricardo, eu…um jogo, né? Um carteado. Eu duvido que esse Janot não queira a nossa delação. Mas eu duvido assim…eu aposto 100 para um. Não é 10 para um, não. É 100 para um. Aí eu fico vendo toda essa confusão de…Pensa o que eles fizeram hoje. Uma operação idiota, enfiando nós. Isso é de dar risada. Ricardo, o que eles fizeram hoje é de dar risada. Eu queria estar em frente ao Janot e dizer ‘Janot, para.”

Agência Estado

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