Caso foi registrado no início da tarde desta sexta-feira nos prédios da CDHU, na zona sul de Marília (Foto: Arquivo/MN)
A Justiça de Marília recebeu o pedido de internação de uma moradora do conjunto habitacional Paulo Lúcio Nogueira, nos prédios da CDHU, para que ela seja encaminhada para uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). A idosa estaria apresentando problemas psiquiátricos.
Com 78 anos, a mulher mora sozinha em um apartamento e, apesar de receber o auxílio-moradia, ainda não conseguiu se mudar. Atualmente, ela está internada na ala psiquiátrica do Hospital das Clínicas (HC) de Marília.
De acordo com as informações apuradas pelo Marília Notícia, a idosa fez várias tentativas para alugar um imóvel, procurou imobiliárias da cidade, mas não encontrou um lugar para morar. Chegou a encaixotar todos os pertences, que permanecem no local.
A mulher teve um surto no último dia 7 de julho e foi obrigada a deixar o apartamento, de onde foi tirada com uma faca nas mãos, apresentando confusão mental e gritando com as pessoas. Uma vizinha acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e ela foi levada para o HC, local em que permanece internada em uma ala psiquiátrica da unidade hospitalar.
Antes disso, a idosa já apresentava problemas de convivência no local, constantemente reclamava da situação precária na qual vivia, com medo de desabamento dos prédios e da ação de pessoas envolvidas com alguns crimes, que frequentavam o condomínio.
O Centro de Referência em Assistência Social (Cras) acompanha o caso e recebeu a informação sobre a hipótese de um diagnóstico de demência, mas ainda aguarda a conclusão do parecer médico.
O MN apurou que a idosa tem duas filhas, uma residente em Santa Bárbara d’Oeste e a outra em Promissão. O serviço social teria feito contato com elas, mas ambas teriam pedido para que não ligassem mais, pois não queriam notícias da mãe. A alegação seria de que as duas teriam sido abandonadas na infância.
Em uma internação anterior, uma vizinha foi quem ficou responsável por cuidar do apartamento da idosa e de suas duas gatinhas. Nesta nova internação, outra vizinha ficou com as chaves do imóvel para tomar conta de seus pertences. Ocorre que todos os moradores do bloco estão finalizando as mudanças, e a casa da idosa passa a correr risco de invasão e furto.
O Cras ingressou com pedido de autorização para o acolhimento da idosa em uma instituição de longa permanência, entendendo que seria a melhor situação para o seu caso, em virtude da idade avançada, falta de rede de apoio e sinais de confusão mental. A solicitação foi encaminhada para a Justiça, porém, ainda não foi emitido um parecer sobre o pedido.
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