Com dificuldades para conseguir ampliar a rede de apoios a Fernando Haddad nas eleições 2018 para além da centro-esquerda, o PT vai tentar expandir sua campanha para setores da sociedade civil. Nos próximos dias Haddad vai se encontrar e receber apoio de pastores evangélicos, juristas, reitores, cientistas e artistas.
Em outra frente, o PT montou uma força-tarefa para buscar votos na periferia de São Paulo em bairros que já votaram no partido, mas que no primeiro turno escolheram Jair Bolsonaro (PSL).
Nesta quarta-feira, 17, Haddad vai receber em São Paulo um grupo de pastores evangélicos contrários a Bolsonaro. O eleitorado neopentecostal, no qual se encontra parte considerável dos votos que seriam de Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Operação Lava Jato -, é um dos segmentos em que Bolsonaro teve maior votação, cerca de 70% no primeiro turno.
O objetivo, segundo integrantes da coordenação da campanha, é esclarecer para este eleitorado mentiras propagadas por redes sociais na reta final da campanha que tinham como alvo o eleitorado evangélico. Um dos trunfos de Haddad é a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a retirada de conteúdo que acusava o petista de distribuir material impróprio, o chamado kit gay, para crianças quando foi ministro da Educação
No encontro, Haddad vai entregar aos pastores uma carta de na qual se compromete com a “defesa da vida” e “valores da família” Também em São Paulo, Haddad recebe o manifesto assinado por mais de mil juristas, entre eles dois ex-integrantes de governos do PSDB (José Carlos Dias e Belizário dos Santos Jr.), em defesa de sua candidatura e contra Bolsonaro.
“Pensamos diferentemente sobre tantos temas. Temos crenças, valores, ideias sobre tantos assuntos, mas em alguns pontos chegamos no mesmo lugar e isto é inegociável”, diz o texto.
Na sexta-feira, 19, no Rio de Janeiro, o candidato participa de um ato com dezenas de reitores de universidades de todo o Brasil e também recebe apoio de cientistas.
Já na terça-feira, 23, também no Rio, será a vez de artistas declararem apoio ao petista. Caetano Veloso, que declarou voto em Ciro Gomes no primeiro turno das eleições 2018, estará presente ao lado de outros nomes consagrados. Segundo a produtora Paula Lavigne, uma das organizadoras do ato, também foram procurados artistas jovens com perfil popular como a cantora Anitta, que aderiu ao #elenão, mas a dificuldade para conciliar a data com a agenda de shows pode atrapalhar.
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