A proposta do Natal Iluminado em Marília tem gerado comentários positivos, mas também críticas. Há quem questione investimentos em ações que, à primeira vista, não parecem prioridade diante de tantas outras demandas urgentes da cidade. No entanto, é preciso ampliar o olhar.
Cidades não vivem apenas de concreto, obras e números. Vivem de gente. E essa gente também precisa de encantamento, encontro, convivência e orgulho do lugar onde mora.
O lazer, a estética, a cultura e o clima de celebração integram – sim – o conceito de qualidade de vida. Uma cidade viva e bonita favorece o bem-estar, fortalece vínculos e cria memórias afetivas. Não se trata de supérfluo: trata-se de pertencimento.
Além disso, há um aspecto econômico relevante. A decoração natalina e a programação cultural de dezembro movimentam o comércio, atraem famílias para fora de casa, estimulam a circulação e aumentam o consumo, especialmente no setor que mais sente os efeitos diretos quando as ruas estão vazias.
Como diria a canção dos Titãs, imortalizada por gerações: “A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte.”
A iniciativa do Natal Iluminado vai na direção de uma Marília que se reconhece, que se valoriza e que projeta uma imagem mais acolhedora e atrativa para visitantes e moradores.
Que este ano marque apenas o início de um novo ciclo: mais luz, mais arte, mais eventos e mais espaços onde as pessoas se encontrem e se orgulhem da cidade onde vivem.
O governo do prefeito Vinicius Camarinha (PSDB) acertou. E que mais projetos como esse continuem fazendo de Marília não apenas um bom lugar para trabalhar, mas um lugar – sobretudo – bom de morar e de ser feliz.
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