O morador de Marília Rodrigo Freitas de Moro Ramalho, condenado no Brasil por envolvimento nos atos de 8 de janeiro, deve ser extraditado da Argentina. A Justiça Federal do país vizinho, em decisão do juiz Daniel Rafecas, determinou nesta quarta-feira (3) que o grupo seja enviado à Justiça brasileira para cumprimento de pena.
Os cinco haviam sido presos por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) pela participação na ação que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.
Rodrigo foi condenado a mais de 14 anos de prisão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e dano qualificado ao patrimônio tombado.
Redes de apoiadores repercutiram o caso, que também ganhou atenção pelo drama pessoal enfrentado pela família.
Em abril do ano passado — antes da condenação —, ele violou as condições da liberdade provisória ao desligar a bateria da tornozeleira eletrônica. Em seguida, fugiu para a Argentina, onde acabou preso.
A decisão atinge ainda os réus Joelton Gusmão de Oliveira (Vitória da Conquista – BA), Joel Borges Correa (Tubarão – SC), Wellington Firmino (Sorocaba – SP) e Ana Paula de Souza (Florianópolis – SC).
Todos haviam iniciado processo de pedido de refúgio na Argentina, alegando afinidade ideológica com o governo de Javier Milei. No entanto, a medida ordenada por Rafecas interrompe e impede a conclusão do procedimento.
O grupo foi detido por autoridades argentinas enquanto buscava respaldo do governo local.
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