Polícia

Golpe do falso filho causa prejuízo superior a R$ 20 mil em Marília

Uma mulher de 51 anos, moradora no bairro Julieta (zona norte) foi vítima de um estelionato e perdeu mais de R$ 20 mil ao acreditar que seu filho precisava de ajuda financeira. O caso foi registrado na madrugada desta sexta-feira (4) pela Polícia Civil, que ainda não tem pistas dos suspeitos.

Segundo o registro de ocorrência, a vítima recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um número desconhecido, onde uma pessoa se passou por seu filho. Ele alegava que havia deixado o celular cair na água e, por isso, estava utilizando outro aparelho temporário.

O falso filho pediu ajuda financeira para consertar o telefone e pagar algumas despesas. Mesmo desconfiada, a mulher realizou sete transferências via Pix para diferentes chaves.

Quando atingiu o limite diário de transferências, o golpista solicitou uma TED no valor de R$ 2.147. No dia seguinte, a vítima ainda efetuou o pagamento de cinco boletos. O golpe só foi descoberto quando a mulher conversou pessoalmente com seu filho e ele negou ter feito qualquer pedido de dinheiro.

LINHA CRUZADA

Outro caso de estelionato em Marília apura golpe contra um eletricista de 37 anos. Ele relata que foi alvo de crime relacionado ao uso indevido de seu número de telefone. O caso ocorreu na tarde de quinta-feira (3) e foi registrado na mesma noite.

O homem disse que perdeu o acesso ao seu número de celular por falta de recarga. A operadora de telefonia, então, disponibilizou o número para outro usuário, identificada como “Juliana” [nome fictício], residente em Ourinhos.

Ao perceber que não conseguia mais acessar seu WhatsApp, o eletricista tentou recuperar o contato e chegou a negociar com Juliana para reaver o número, mas ela recusou.

Em seguida, Juliana usou a conta vinculada ao número para se passar pelo próprio eletricista e receber um pagamento indevido de um cliente dele: o prejuízo foi de R$ 1,2 mil.

A vítima conseguiu localizar a suspeita através do e-mail utilizado como chave Pix e identificá-la em uma rede social. O caso foi registrado para investigação.

Carlos Rodrigues

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