A poucos dias do Fórum de Lisboa, promovido por Gilmar Mendes, o cenário que se desenha escancara um problema estrutural do Judiciário brasileiro: a proximidade entre ministros do Supremo Tribunal Federal e grandes grupos econômicos com interesses diretos na Corte.
O evento, apelidado de “Gilmarpalooza”, contará com seis ministros do STF e executivos de empresas como BTG Pactual, Light, Eletrobras e Yduqs — todas partes em processos em tramitação no tribunal. Ainda que oficialmente não haja patrocínio, contrapartida ou remuneração envolvida, a repetição dessas interações em um ambiente de prestígio e pouca transparência levanta alertas legítimos.
O BTG, por exemplo, acaba de perder uma ação no Supremo e figura em outro processo ainda em curso. A Light, cujo CEO também irá a Lisboa, tem três ações pendentes no STF. A Yduqs, do setor educacional, responde a 12 processos sob relatoria de cinco ministros — entre eles, nomes confirmados no evento.
A alegação de que todos são apenas “palestrantes convidados” não elimina o conflito ético. Afinal, quando empresas com litígios relevantes na mais alta Corte compartilham mesa e taças com os próprios julgadores, instala-se um desequilíbrio de acesso incompatível com a paridade que deve reger a Justiça.
A imparcialidade não se mede apenas por decisões — mas pela confiança pública na integridade do processo. A Justiça precisa ser feita, sim, mas também parecer estar sendo feita. Como diz o ditado, não basta ser honesto, é preciso parecer honesto. Em tempos de desconfiança institucional, qualquer gesto que dilua essa fronteira compromete mais uma vez a credibilidade do STF.
O que se espera da Suprema Corte é exemplo. Um Judiciário forte é aquele que se mantém distante das tentações da influência e próximo da ética republicana. Apesar de não ser surpresa nenhuma mais uma notícia ruim quando se fala em STF, não podemos normalizar esse tipo de comportamento.
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