Política

Gastos obrigatórios vão perder R$ 4 bilhões

O governo deve rever as despesas obrigatórias para baixo em cerca de R$ 4 bilhões dentro do Orçamento de 2021, segundo apurou o Estadão/Broadcast. A medida, que deve ser anunciada oficialmente hoje pelo Ministério da Economia, ajudará a equipe econômica a remanejar recursos para desafogar órgãos e ministérios que ficaram à beira de um apagão depois dos cortes orçamentários.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, entre as despesas que devem ter sua estimativa revisada para um valor menor está o seguro-desemprego. A avaliação é que o lançamento do programa que permite redução de jornada e salário ou suspensão de contrato deve reduzir os gastos com o seguro, uma vez que o número de demissões tende a ser menor. Além disso, o benefício emergencial (BEm), pago para compensar a redução salarial no programa, é bancado com crédito extraordinário – fora do teto de gastos (regra que limita o avanço das despesas à inflação).

Com a revisão das despesas obrigatórias, sobrará espaço para elevar as despesas discricionárias, que incluem os gastos com custeio da máquina pública e com investimentos. No fim de abril, o presidente Jair Bolsonaro precisou vetar R$ 19,8 bilhões desses gastos e bloquear outros R$ 9,3 bilhões para desfazer a “maquiagem” feita por parlamentares no Orçamento e evitar o descumprimento do teto. Desde então, diversos órgãos têm feito apelos por mais recursos, entre eles universidades federais e ministérios responsáveis por obras de infraestrutura e habitação popular.

Segundo um integrante da equipe econômica, após a reavaliação do Orçamento, os técnicos ainda terão uma semana para definir o decreto de programação orçamentária e toda a logística dos remanejamentos. Nesse estágio, serão definidos as pastas beneficiadas pelo alívio financeiro.

Embora haja recursos bloqueados, há uma pressão para que sejam enviados novos créditos suplementares ao Congresso para recompor a parte das despesas, que acabou sendo vetada. São caminhos diferentes de recompor a verba que falta, mas a decisão precisará ser calibrada porque não haverá dinheiro para tudo.

Na quarta-feira, Bolsonaro enviou ao Congresso dois projetos para remanejar R$ 1,679 bilhão em recursos e aplacar uma parte das demandas. Uma das ações contempladas foi justamente o programa habitacional Casa Verde e Amarela, que havia ficado sem qualquer dinheiro após os vetos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

Recent Posts

MAC bate a Francana, confirma 2ª vaga e pega São Bernardo na próxima fase

Lucas Limas comemora primeiro de seus dois gols contra a Francana neste sábado (Foto: Matheus…

11 horas ago

PF prende mulher condenada por facilitar tentativa de latrocínio em escola

Andressa Martins Soares - com as inscrições NY na camiseta - foi condenada pela Justiça…

14 horas ago

Mega-Sena tem prêmio acumulado em R$ 8 milhões; sorteio é neste sábado

Sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das…

16 horas ago

Ator e diretor teatral Juca de Oliveira morre aos 91 anos em São Paulo

Ao longo da carreira, Juca participou de importantes produções teatrais, muitas delas de sua própria…

16 horas ago

Governo fiscalizou 1,1 mil postos de combustíveis para evitar abusos

Desde março, a fiscalização percorreu 179 municípios (Foto: Agência Brasil) O governo federal aumentou a…

16 horas ago

Justiça recebe denúncia por homicídio, mas nega prisão de suposto mandante

Vítima foi alvejada por disparos de arma de fogo A Justiça de Marília recebeu denúncia…

17 horas ago

This website uses cookies.