Mais de 2 mil anos atrás, Mateus 7:15-16 já avisava.
“Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas?”
A intensificação da exploração da fé e da religião como caminho para angariar votos nas eleições deste ano pode ser inclusive interpretada como pecado dos ‘lobos em peles de cordeiros’.
A manipulação religiosa, caro leitor, em minha opinião e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), desvirtua os valores do Evangelho e tira o foco dos reais problemas que precisam ser debatidos e enfrentados no país.
Lula e Bolsonaro, no fundo, se merecem, mas o país não os merece. Essa não é uma luta do bem contra o mal. Precisamos parar de falar sobre fé e debater a miséria, a fome, o desemprego, a renda, a saúde, a educação, a segurança e as dezenas de outros problemas que o Brasil enfrenta neste momento.
Debatendo os reais problemas do povo brasileiro e criando opções para melhorar a vida das pessoas, é que de fato se terá um compromisso autêntico com a verdade e com o Evangelho. E não é justamente o compromisso com o Evangelho o que o país, majoritariamente cristão, quer?
Lhe pergunto: é certo separar sua fé de seus atos cotidianos? Dividir crença e afazeres? O seu dia a dia, caro leitor de fé, é seu templo e sua religião, como diria Khalil Gibran. E é para o nosso dia a dia que precisamos trazer os holofotes.
Veja bem, Deus talvez seja o conceito filosófico mais complexo de se abordar. Para falar de Deus é preciso de fato ser sábio. Nesse caso, podemos ser inteligentes ao unir fé e racionalidade, ao discutir o futuro do país com menos emoção. Façamos deste resto de campanha uma oportunidade de reflexão e proposição de ações que foquem na dignidade da pessoa humana e na busca por um país mais justo, fraterno e solidário.
É muito pedir isso, em vez de fake news sobre canibalismo, satanismo e outros ismos?
Ainda Mateus, diz o seguinte: “Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!”.
Tivemos plena chance de cortar as árvores podres e lança-las ao fogo mais uma vez. Infelizmente parte da população não conseguiu perceber essa chance.
Tendo em vista que Inês é morta, entre os piores candidatos que nos restaram, há propostas e planos de governo? É isso o que precisamos saber, pois debater os reais problemas do Brasil é o verdadeiro compromisso com a Palavra de Deus.
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