Área de 18,9 mil m² no entorno da represa foi declarada de utilidade pública para desapropriação (Foto: Carlos Rodrigues/Marília Notícia)
Reservatório para abastecimento e único espelho d’água natural urbano em Marília, a represa Cascata é um dos símbolos da cidade. Não por acaso, projetos que vão gerar aumento no número de moradores no entorno já estão na prancheta dos engenheiros, o que impõem um desafio ao equilíbrio ambiental.
O manancial fica a poucos metros de um itambé e tem localização privilegiada. Com a valorização imobiliária, urbanistas ouvidos pelo Marília Notícia admitem a tendência de transformação na região.
Embora as mudanças sejam esperadas, a expectativa é que o Poder Público e os órgãos de fiscalização estejam atentos ao meio ambiente. A maior ameaça seria adensamento populacional sem a devida proteção, com perda de importante ativo natural.
O mercado imobiliário, conforme apurou o MN, já tem empresas interessadas na construção de torres com grandes edifícios, próximas à represa.
Pelas regras atuais, embora tenham a obrigação de proteger as Áreas de Proteção Permanente (APPs), os empreendimentos encontram poucas regras à ocupação. O município não estabelece uma metodologia em lei para outorgas onerosas – compensações financeiras.
As empresas também não terão seus projetos submetidos ao Grupo Especial de Análise (GEA), que teria como principal atribuição acompanhar e emitir pareceres para grandes projetos urbanos.
Assim, cada parcelamento de solo no entorno da Cascata pode acabar sendo definido pela iniciativa privada – analisado e liberado pela Secretaria de Planejamento Urbano (SPU), sem nenhum controle externo.
PARQUE LINEAR
Para aumentar a desconfiança de que a represa Cascata e o entorno podem nunca mais serem os mesmos, há ainda a demora para efetivação do projeto que prevê a construção do Parque Linear Cascata.
Em setembro de 2018, o prefeito Daniel Alonso (PSDB) declarou como de utilidade pública, com objetivo de desapropriação, duas áreas próximas ao manancial. Ao todo são 18.909,72 metros quadrados – quase o equivalente a três campos de futebol – que fazem parte da Fazenda Cascata.
As áreas que o município pretende desapropriar são de propriedade de Maria Beatriz Sampaio Vidal de Andrade e Bento Sampaio Vidal de Andrade.
O decreto do prefeito determinou que a desapropriação poderá acontecer “por via amigável ou judicial” e “poderá ser invocado o caráter de urgência no processo”. Porém, passados três anos, o município não avançou em relação ao projeto do Parque Linear Cascata.
https://www.youtube.com/embed/kNrrKtR9MBA
Campanha foi organizada pela empresária Márcia Tédde após identificar necessidade da instituição.
Adesão de escola da zona norte reforça a atuação de Dani Alonso e Capitão Augusto…
A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impedem qualquer alteração nos programas…
A Polícia Civil instaurou investigação para apurar um caso de possível violência contra um idoso…
Estudantes que participam do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni), referente ao segundo…
This website uses cookies.