Polícia

Furto de gado e queimadas; campo contabiliza prejuízos e pede ajuda da polícia

Fogo em área rural de Marília na última semana (Imagem: Divulgação)

O aumento dos custos de produção e a rotina de prejuízos têm gerado apreensão no meio rural de Marília. Nesta quarta-feira (8), dois novos crimes foram registrados em áreas distintas da zona rural do município. Em uma propriedade próxima ao distrito de Lácio, cabeças de gado foram furtadas. Já na divisa com Ocauçu, um incêndio criminoso causou danos ambientais e materiais.

O furto de três novilhas foi comunicado à Polícia Civil por um funcionário responsável pela guarda de um sítio localizado na zona leste, nas proximidades de uma região de condomínios. Segundo ele, os animais estavam no local desde a venda da propriedade a uma construtora, e o crime teria ocorrido por volta das 22h30 de terça-feira (7).

As novilhas levadas são todas fêmeas, mochas e de pequeno porte — uma preta e branca, uma mesclada e outra totalmente preta. Ainda de acordo com a vítima, os autores utilizaram uma corda da própria propriedade para conduzir o gado, que pode ter sido transportado no porta-malas de um veículo.

Um vigia que trabalha nas proximidades relatou ter visto dois carros — um deles de cor preta — e três pessoas acessando o sítio e saindo com os animais. A Polícia Civil apura o caso e busca novas informações para identificar os envolvidos.

Incêndio criminoso

Na divisa entre Marília e Ocauçu, um incêndio ocorrido entre segunda (6) e terça-feira (7) mobilizou denúncias de produtores rurais afetados. Pelo menos quatro agricultores ou sitiantes já procuraram a polícia para relatar prejuízos.

As chamas destruíram áreas de pastagem, eucaliptos, seringueiras e vegetação nativa. Um dos registros aponta a perda de mata ciliar em uma fazenda atingida. A suspeita é de que o fogo tenha começado próximo a uma cachoeira frequentada por visitantes, conforme relata a administração da propriedade. A área de cultivo de café não foi atingida graças à existência de um aceiro que conteve o avanço das chamas.

A Polícia Científica foi acionada, e os produtores estão buscando a emissão da Declaração de Ocorrência de Incêndio (DOI) junto à Secretaria de Agricultura do Estado. O documento é necessário para evitar sanções ambientais pela destruição da vegetação nativa.

Carlos Rodrigues

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