Tecnologia

Fortnite volta à loja de apps após briga com a Apple

Um dos jogos multiplataformas mais populares dos últimos anos, Fortnite está de volta ao iPhone depois de uma batalha contra a Apple por abuso de poder. O retorno do game não é pelas vias normais, isto é, passando pela loja de aplicativos App Store, mas sim pelo serviço de nuvem da Microsoft, o Xbox Game Cloud.

O serviço de game em nuvem da Microsoft, dona do console Xbox, permite que usuários consigam jogar títulos sem ter de baixá-los em seus dispositivos. É similar ao modelo de negócio popularizado pela Netflix e Spotify: o jogador não precisa comprar o título e descarregá-lo no aparelho, optando por pagar uma assinatura mensal para ter acesso a um catálogo movido pela nuvem.

Existe um porém: por não haver acordo entre Apple e Microsoft, o Xbox Game Cloud tampouco está disponível na App Store, e só pode ser acessado pelo navegador web dos dispositivos da Maçã, como o Safari ou o Chrome.

O motivo é basicamente o mesmo da briga com o Fortnite, do estúdio Epic Games: a Apple quer manter total controle de todos os aplicativos que entram em suas plataformas, alegando motivos de segurança. Para as companhias, no entanto, essa é uma estratégia utilizada pela dona do iPhone para manter a concentração de aplicativos, dos quais cobra uma taxa de até 30% de todas as transações realizadas.

Fortnite já está disponível ser jogado no Xbox Game Cloud, que não exige assinatura dos usuários para o título — o que faz dele o primeiro game gratuito do serviço da Microsoft.

Apple e Epic Games

A disputa com a Epic Games começou em 2020, quando o estúdio inseriu um método de pagamento alternativo no aplicativo do Fortnite — fugindo das taxas da Apple, portanto. A gigante da tecnologia respondeu tirando do ar o aplicativo do game, que respondeu indo à Justiça denunciando abuso de poder.

Em 2021, a Justiça americana decidiu que nem a fabricante nem o estúdio estavam certos nem errados. Na verdade, a Epic teve de pagar uma multa por infringir as normas das plataformas da Apple, enquanto a companhia fundada por Steve Jobs deverá implementar métodos de pagamento alternativos.

A Apple considerou o resultado uma vitória para a companhia, mas, tão logo saiu a decisão, recorreu da decisão em instâncias superiores. O mesmo fez a Epic, indicando que essa disputa deve durar anos.

Agência Estado

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