Força-tarefa integrada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Procon e Inmetro fiscaliza postos revendedores de combustíveis
As ações de fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em postos de combustíveis de Marília dispararam em 2025 após um ano de atuação quase irrelevante.
O aumento expressivo no número de vistorias, porém, veio acompanhado de um dado ainda mais preocupante: a explosão de infrações e interdições, expondo o consumidor a um cenário de irregularidades persistentes no mercado local de combustíveis.
Dados do Painel Dinâmico da Fiscalização do Abastecimento da ANP mostram que, em 2024, apenas cinco fiscalizações foram realizadas no município. O resultado foi modesto: uma única infração registrada e nenhuma interdição ou notificação.
Já em 2025, o quadro mudou abruptamente. Foram 18 fiscalizações, um salto de 260% em relação ao ano anterior.
O problema é que o reforço da fiscalização escancarou um ambiente marcado por práticas irregulares. Em 2025, a ANP registrou 10 infrações em postos de combustíveis de Marília, contra apenas uma no ano anterior — um aumento de 900%. Quatro estabelecimentos chegaram a ser interditados, algo que não havia ocorrido em 2024. As notificações também surgiram no radar: passaram de zero para três em apenas um ano.
Os números indicam que o consumidor esteve, por muito tempo, exposto a riscos. Segundo dados oficiais da ANP, entre as principais irregularidades encontradas nas operações estão a comercialização de combustível adulterado, falhas em bombas medidoras e o descumprimento de normas técnicas, situações que afetam diretamente a segurança, o bolso e a confiança de quem abastece.
A fragilidade da fiscalização fica ainda mais evidente quando o recorte se amplia para a região. Em 2024 e 2025, apenas um posto de combustíveis do município de Gália foi fiscalizado pela ANP. A vistoria realizada no ano passado resultou na constatação de uma infração, reforçando a preocupação com a baixa cobertura fiscalizatória em cidades menores do entorno de Marília.
Especialistas apontam que a fiscalização irregular ou insuficiente amplia a vulnerabilidade do consumidor e favorece a perpetuação de práticas ilegais. A defesa da qualidade dos combustíveis e da segurança no abastecimento depende diretamente da capacidade operacional da ANP, que nos últimos anos tem enfrentado restrições orçamentárias e estruturais, com reflexos diretos em sua atuação no interior do país.
Embora Marília tenha registrado um avanço significativo no número de fiscalizações em 2025, os dados revelam que o problema vai além da quantidade de ações. A concentração de infrações e interdições levanta questionamentos sobre o tempo em que essas irregularidades permaneceram sem controle e reforça a necessidade de uma fiscalização contínua, rigorosa e abrangente, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros.
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