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Conselho de transição deixa poder no Haiti após pressão dos Estados Unidos

Haiti encerra conselho de transição e transfere poder a primeiro-ministro (Foto: Divulgação)

O Conselho Presidencial de Transição (CPT) do Haiti encerrou no sábado (7) seu mandato de dois anos e transferiu o comando do país ao gabinete do primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé, após pressão dos Estados Unidos contra qualquer mudança na chefia do governo. A informação foi confirmada pelo presidente do CPT, Laurent Saint-Cyr, durante cerimônia oficial em Porto Príncipe.

Segundo Saint-Cyr, a saída do conselho não cria um vácuo de poder, já que a administração passa a ser exercida pelo Conselho de Ministros, sob liderança do primeiro-ministro. O CPT havia sido criado em abril de 2024, após a renúncia de Ariel Henry, com a missão de preparar eleições gerais e recuperar áreas controladas por gangues armadas.

Pouco antes do fim do mandato, integrantes do CPT tentaram destituir Fils-Aimé, nomeado pelo próprio conselho para conduzir o país até as eleições previstas para outubro e novembro de 2026. A iniciativa foi barrada após reação do governo dos Estados Unidos.

De acordo com autoridades norte-americanas, o presidente Donald Trump determinou o envio de navios de guerra à Baía de Porto Príncipe como forma de dissuasão. Em nota, a embaixada dos EUA afirmou que qualquer tentativa de alterar a composição do governo seria considerada uma ameaça à estabilidade regional.

Para o professor Ricardo Seitenfus, especialista em relações internacionais, a tentativa de afastar o primeiro-ministro representou uma “tentativa final de golpe”. Segundo ele, o atual governo conseguiu retomar o controle de territórios antes dominados por gangues e a situação de segurança apresenta melhoras graduais. Ainda conforme o analista, a prioridade do país deve ser a realização das eleições.

Desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse, em 2021, o Haiti enfrenta uma crise política e de segurança. Para tentar restabelecer a ordem, o governo buscou apoio internacional, incluindo uma missão de segurança liderada pelo Quênia e a contratação de mercenários estrangeiros para enfrentar facções armadas que controlam partes do território.

Agência Brasil

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