Polícia

Família aguarda há mais de 20 dias liberação de corpo de caminhoneiro

Acidente em trecho de pista simples foi um dos mais graves nas estradas mineiras neste início de ano (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

Mais de 20 dias após o grave acidente que o vitimou o caminhoneiro Éder André Destro, de 45 anos, residente na Vila Jardim (zona oeste) de Marília, o corpo dele segue no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte (MG). O assunto foi comentado pelo prefeito Vinicius Camarinha (PSDB) na manhã desta terça-feira (28).

O chefe do Executivo disse que tomou conhecimento do drama da família e, no dia 17 de janeiro, fez contato com o governador mineiro Romeu Zema (Novo). Na ocasião, o chefe do Executivo teria se comprometido a se inteirar do caso e pedir providências.

Vinicius disse ter conversado, nas primeiras horas de hoje, com um dos secretários de governo de MG e tratado do assunto. Ele afirmou que o caso é uma questão de dignidade e não descarta enviar àquele Estado uma equipe da Prefeitura de Marília para acompanhar o caso.

Éder André Destro, motorista considerado experiente, com serviços prestados a várias empresas em Marília (Foto: Divulgação/Redes Sociais)

BUROCRACIA

O caso tem contornos dramáticos, devido à carbonização do corpo de Eder. Apesar do fornecimento de material genético por um familiar para confirmação da identidade, questões burocráticas têm atrasado a liberação do corpo, mesmo após 20 dias da tragédia.

Éder morreu carbonizado em um grave acidente no dia 3 deste mês na BR-153, em Frutal (MG), envolvendo três veículos de carga.

A colisão ocorreu entre a carreta carregada de ovos conduzida por Éder, um caminhão vazio e outro que transportava frangos congelados. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a carreta de Éder pegou fogo após a batida, e ele ficou preso às ferragens, sem chance de resgate antes que as chamas tomassem o veículo.

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Carlos Rodrigues

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