Marília

Falta de água se agrava com calor e afeta até merenda em escola

Pia com louça sem lavar por falta de água, em casa na zona norte de Marília (Foto: Divulgação)

Nos últimos dias, moradores de várias regiões de Marília têm enfrentado novamente o problema da falta de água. A situação se agravou nesta terça-feira (3) devido ao aumento das temperaturas na cidade. A principal queixa é que o abastecimento é interrompido já pela manhã e só retorna durante a madrugada. Uma escola na zona norte, sem água, está impossibilitada de servir merenda aos alunos.

Segundo Antônio Galdino, morador do bairro Palmital, na zona norte, o problema se repete diariamente. A torneira permanece seca durante a maior parte do dia, com a água disponível apenas por algumas horas, obrigando-o a armazená-la em tambores.

“A novela com mais um capítulo. Eterno capítulo da falta de água. Hoje é dia 2 de setembro. Entramos no mês de setembro, ontem sem água e hoje sem água. Chegamos do trabalho e não tem água para tomar banho. Não tem água para lavar louça. A gente tem que levantar 4h da madrugada para encher tambor”, conta Galdino.

O Marília Notícia recebeu reclamações sobre a situação na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Criança Feliz, no Jardim Santa Antonieta, que estaria sem água, impossibilitando a distribuição de merenda. Servidores que não quiseram se identificar afirmaram encontrar dificuldades para conseguir caminhão-pipa do Departamento de Água e Esgoto de Marília (Daem).

Bairros da zona leste, como Jardim Tropical e Parque das Esmeraldas também registraram problemas no abastecimento. O reservatório R-06, do bairro Fragata, chegou a atingir o nível preocupante de apenas 4% nesta terça-feira, considerado crítico, por volta das 11h.

Um servidor do Daem, que também pediu para não ser identificado, afirmou que o nível do reservatório está baixo e as bombas são desligadas para recuperar.

“O R-06 parou às 10h. Está enchendo ainda. Teria que olhar os registros dos dias anteriores e ver se tem comportamento semelhante. Geralmente quando o nível bate 50 ou 40 centímetros, as bombas são desligadas. Só vai ligar quando estiver, no mínimo, com 1,5 metro. Não tem o que fazer. O bombista vai trabalhar conforme o que ele tiver de água para mandar. Essa falta de água pode ser consumo excessivo da população pelo calor ou se algum sistema estiver com problema, que seria o ETA Peixe e o P5, que fica na Cascata”, conta o servidor do Daem.

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Alcyr Netto

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