Tecnologia

Facebook e Instagram podem se tornar serviços pagos

O Facebook e o Instagram adotaram uma estratégia de ameaça aos usuários de iPhone na disputa com a Apple gerada pelo iOS 14.5. A fabricante do iPhone implementou na segunda-feira, 26, um novo mecanismo de proteção de privacidade que exige dos usuários de iPhone que escolham, explicitamente, se permitem ou não que aplicativos como o Facebook rastreiem sua atividade em outros aplicativos. Forçados a exibir para os usuários a mensagem com os novos termos de uso, Facebook e Instagram agora dizem que a coleta de dados das pessoas ajuda a manter os “serviços livre de cobranças”.

Na mensagem, Facebook e Instagram tentam destacar os principais motivos pelos quais é importante manter o rastreamento dos usuários. Além de manter os serviços livre de cobranças, Facebook e Instagram afirmam que a prática é importante para manter anúncios personalizados e para ajudar negócios a chegarem a seus clientes. Um dos argumentos do império de Mark Zuckerberg contra a mudança da Apple é o de que muitos pequenos e médios negócios dependem da rede de publicidade do Facebook para realizarem negócios.

O fato, porém, é que a mudança da Apple atinge em cheio a principal fonte de receitas do Facebook. No primeiro trimestre deste ano, a empresa registrou um crescimento de 48% em receita em relação ao mesmo período do ano passado, puxado principalmente pelo faturamento em anúncios. No balanço financeiro, o Facebook sinalizou sua preocupação: “Esperamos um aumento de impacto em anúncios em 2021 devido a mudanças regulatórias e de plataforma, notadamente o recém-lançado iOS 14.5, que deve começar a causar impacto no segundo trimestre. Isso é levado em consideração em nossa perspectiva”, disse a empresa.

A disputa em torno do iOS 14.5 acabou deflagrando uma guerra entre Mark Zuckerberg e Tim Cook – as visões divergentes sobre os negócios no mundo da tecnologia entre os executivos já se arrastavam por uma década. Agora, Zuckerberg parece estar decidido até a mudar de discurso: por muitos anos, o executivo relutou em discutir versões pagas de seus serviços. Diante de congressistas americanos, no auge do escândalo da firma de marketing político Cambridge Analytica, Zuckerberg desconversou sobre o assunto.

Agência Estado

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