Marília

Etanol e gasolina já apresentam alta em Marília

O aumento do preço do etanol e da gasolina já podem ser sentidos em Marília e, de acordo com o presidente regional do Sincopetro (sindicato dos donos de postos), as pessoas devem ‘torcer’ para não aumentar ainda mais.

Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostram que no município, na semana entre os dias 1º e 7 de janeiro, era cobrado em média R$ 3,69 pelo litro da gasolina e R$ 2,80 pelo litro do etanol.

Os dados divulgados pela ANP são sempre coletados em uma semana e divulgadas na seguinte. Atualmente, donos de postos ouvidos pela reportagem do Marília Notícia afirmam que os preços do litro do etanol já estão entre R$ 2,83 e R$ 2,89, enquanto a gasolina vai de R$ 3,79 até R$ 3,89. Em alguns locais, os valores podem ser ainda mais altos.

Os preços dos dois combustíveis são maiores, por exemplo, do que os praticados na média de qualquer mês de 2016.

Em dezembro – mês com os preços mais caros do ano passado – era cobrado R$ 3,68 pelo litro da gasolina e R$ 2,778 pelo etanol, na média do mês.

Chama ainda mais a atenção dos consumidores se observados os valores cobrados em janeiro de 2016. Há 12 meses, o mariliense pagava R$ 3,50 na gasolina e R$ 2,44 no etanol – R$ 0,19 e R$ 0,36 mais baratos, consecutivamente.

No entanto, fatores recentes trouxeram aumentos de até 10% em algumas regiões do país, como em Ribeirão Preto (269 quilômetros de Marília), uma das principais regiões produtoras de etanol do País.

Sincopetro

Gustavo Cezar Henrique da Silva, presidente regional do Sincopetro, afirma ao MN que desde o começo do ano o preço em Marília já começou a subir e poder aumentar ainda mais.

De acordo com ele, no dia 1º de janeiro o Governo do Estado de São Paulo “retirou do etanol o crédito presumido PIS e Confins”, o que teria refletido em aumento imediato no preço do litro do etanol – cerca de R$ 0,15.

“Isso acabou refletindo na gasolina, que em sua composição vai 27% de álcool anidro. Na gasolina refletiu em torno de R$ 0,10”.

Na análise do representante regional do Sincopetro, a atuação de importantes “players” do mercado de combustível também estaria influenciando nos preços.

“Raízen, Cooperçúcar, grandes empresas estruturadas financeiramente, pararam de jogar o preço do álcool fora. Pelo contrário. Estão fazendo reajuste. Antes da virada do ano teve reajuste. Estão falando de que nesse próximo mês vai ter mais reajuste. Então nós que estamos no final da cadeia não podemos fazer nada. Temos que repassar”, fala.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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