Um caso de violência doméstica, que deixou gravemente ferido o próprio agressor, movimentou a polícia de Marília na noite desta segunda-feira (31). A situação envolve uma cabeleireira de 32 anos, um ajudante geral de 43 anos – marido da vítima -, e o filho do casal de 13 anos. Durante a intervenção para proteger a mãe, o menor esfaqueou o pai, que está internado em estado grave.
A ocorrência teve início por volta das 21h, quando a Polícia Militar foi acionada para controlar a situação em uma casa no bairro Nova Marília (zona sul).
A vítima relatou que a agressão começou quando o companheiro a socou no rosto, em mais um episódio de violência física. O adolescente, ao presenciar a cena, teria saído em defesa da mãe com uma faca e, então, desferido ao menos quatro golpes contra o agressor.
O homem foi socorrido e levado ao Pronto Atendimento (PA) da zona sul, onde recebeu atendimento médico. Ele foi diagnosticado com perfurações na região escapular esquerda, uma no trapézio direito e duas no tórax.
Após coletar o relato no local, com terceiros e com a própria vítima, a Polícia Militar foi até a unidade de saúde, onde o ajudante recebia atendimento. No local também estava o filho, que confirmou as informações.
O adolescente disse aos PMs que não aguentava mais ver sua mãe sendo agredida e, por isso, reagiu para defender sua vida e a dela. A faca utilizada na defesa foi apreendida pela polícia e encaminhada para perícia.
BASTA
A cabeleireira formalizou a denúncia contra o marido por violência doméstica e relatou um histórico de agressões constantes, tanto físicas quanto psicológicas, ao longo dos anos.
Ela também solicitou medidas protetivas de urgência, conforme prevê a Lei Maria da Penha. Segundo a polícia, o autor possui histórico criminal, com registros anteriores de furto, tráfico de drogas, porte ilegal de arma e violência doméstica contra outras mulheres da própria família.
Ele foi preso em flagrante pelos crimes de lesão corporal no contexto de violência doméstica. A Polícia Civil representou pela conversão de sua prisão em flagrante para preventiva, considerando a gravidade do caso e o risco de novas agressões, após a recuperação dele.
O caso do menor é tratado como excludente de ilicitude, ou seja, não há nenhum ato infracional a ser atribuído a ele por ter ferido o pai. A conduta do adolescente foi reconhecida pelo delegado do caso como legítima defesa de terceiro.
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