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Eleição do Sindimmar ocorre mesmo com batalha na Justiça

Cidade
15 de maio de 2018

Mesa com urna na sede do Daem, no Centro de Marília (Foto: Divulgação)

O processo eleitoral para a escolha de um novo presidente no Sindimmar (Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Município de Marília) ocorre normalmente durante esta terça-feira (15).

A votação está aberta mesmo depois de o atual presidente do sindicato, Mauro Cirino, determinar a suspensão da coleta de votos.

A edição desta terça do Jornal da Manhã traz a publicação do edital de suspensão assinada por Cirino, que está no cargo há mais de dez anos, “pelo motivo da insegurança jurídica até o julgamento do mérito”.

A eleição foi parar na Justiça por controvérsias na composição da comissão eleitoral. Como o Marília Notícia divulgou, acabaram sendo formadas duas comissões que reivindicavam a legitimidade para organizar o pleito.

São três urnas volantes e outras três em pontos fixos: uma na sede da entidade sindical, outra na sede do Daem e a terceira na garagem da Prefeitura.

Cinco chapas disputam o próximo mandato de três anos: Chapa 1 – Mauro Cirino; Chapa 2 – Marcos Ferreira; Chapa 3 – Luís Carlos; Chapa 4 – José Paulino; e Chapa 5 – Dirce Costa.

Entenda

O estatuto do sindicato afirma que a comissão organizadora será formada por um representante de cada chapa concorrente.

No entanto, Mauro Cirino organizou uma comissão com membros da Federação a qual o Sindimmar é vinculado – a Fesspmesp.

Já os membros de três chapas de oposição montaram outra comissão, que o atual presidente diz não reconhecer, apesar de ter sido notificado para participar das reuniões.

Uma decisão judicial liminar determinou “a desconsideração e/ou suspensão de qualquer decisão da Diretoria do Sindimmar que determinou que membros, além da previsão estatutária, compusessem a comissão eleitoral”.

A decisão, que é provisória, declara que “que a comissão eleitoral composta por um integrante de cada chapa concorrente ao pleito eleitoral do Sindimmar (…) é a legítima”. O texto inclusive nomeia os integrantes da comissão.

Ou seja, a Justiça considera a comissão formada por Cirino ilegítima.

Luciano Cruz, que encabeça uma das chapas de oposição, disse ao MN nesta terça-feira (15) que a eleição acontece normalmente até quinta-feira (17) e que Mauro Cirino não tem autoridade para comandar o processo eleitoral, mesmo após ter recorrido da liminar.

A reportagem não conseguiu falar com o presidente do Sindimmar. O espaço está aberto para manifestação.

(Foto: Divulgação)