A expressão “máquina pública” tem sua origem atribuída ao filósofo político John Stuart Mill. No Brasil, de acordo com o Wikipedia, “a expressão possui uma conotação quase sempre negativa, empregada em referência ao poder exercido pelo estado e sua burocracia contra o cidadão comum, e em prol dos protegidos pelo governante de plantão”.
Esse poder tem o poder de “emperrar”, de “desacelerar” e de “apressar” a máquina, de acordo com a vontade do poder em atuar “contra o cidadão comum, e em prol dos protegidos pelo governante de plantão”.
Não é sempre assim. Mas fica à julgamento de cada um julgar o modo como é governado. Fato é que dois atos “apressados” da atual Administração pública estão marcando a “eficiência” da máquina pública na gestão 2013-2016 de Vinícius Camarinha (PSB). A concessão do Daem e o plano de carreiras dos funcionários públicos municipais.
Sobre o Daem, muito já foi escrito e o resumo da história é dado pelo período de 21 dias que levou da proposição do Projeto de Lei para a concessão pelo Executivo até a sua aprovação que autoriza o chefe do executivo a fazer a concessão.
Décadas de falta de investimento e renovação da estrutura térrea e subterrânea de água e esgoto, milhões em verbas federais desviadas para obras de barragem, tratamento e afastamento de esgoto, dívida na casa de R$ 50 milhões da própria Prefeitura para com o Daem e phá, concessão aprovada em 21 dias. Santa “eficiência” da máquina pública.
Muito se reclamou que não houve debate, não houveram audiências públicas anteriores ao envio do Projeto de Lei a Câmara, edital de licitação viciado, o que foi notoriamente comprovado pelo Tribunal de Contas do Estado, mas foi e a Câmara aprovou por 10×3. A máquina tritura, mastiga e manda goela abaixo.
A história do plano de carreiras dos funcionários públicos municipais esta apenas começando. Sim, houve um estudo preliminar em 2016 para a implantação do plano.
Mas, sim, a atual Administração usou e abusou das nomeações de cargos comissionados durante os quase quatro anos do mandato atual, o que contribuiu para o inchaço da folha de pagamento da Prefeitura, em desrespeito a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Sim, a Prefeitura apadrinhou politicamente funcionários ora comissionados na Câmara cujos cargos foram extintos por força da Justiça, e pressão da Matra. Sim, a LRF inibe atos que gerem novas despesas em final de mandato. Mas, pelo jeito, essa também vai goela abaixo.
Tanto a questão do Daem quanto a mais nova, do plano de carreiras, e esta esporádica “eficiência” da máquina pública local vai “contra o cidadão comum, e em prol dos protegidos pelo governante de plantão”? Água e plano, teriam a ver com o jogar água no chopp de alguns políticos, enquanto preparam o plano de carreira de outros para 2018 e 2020?
Com trocadilho desce mais redondo.
Sacolinhas plásticas voltam a ser assunto em Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia) O Ministério Público…
Destroços sendo retirados da AABB em Marília para prosseguimento das investigações (Foto: Carlos Rodrigues/Marília Notícia)…
Kevin Zorzela defende melhor marca do salto em distância em sua categoria há três anos…
Uma idosa de 86 anos foi vítima de roubo dentro da própria residência na noite…
Futura Transversal Radial Leste vai interligar a zona leste (Reprodução: Prefeitura de Marília) A Prefeitura…
This website uses cookies.