Polícia

Dupla acusada de matar menor vai a júri popular

Corpo do adolescente foi localizado dias após desaparecimento (Foto: Arquivo/MN)

A Justiça de Marília pronunciou a júri popular Ryan Patrocínio dos Santos e Guilherme Henrique de Jesus Dias. Eles são acusados pelo assassinato do adolescente Rafael Ferreira Pozzani, de 15 anos, em setembro de 2020, no bairro Marina Moretti, zona Norte de Marília.

O despacho é assinado pela juíza da 1ª Vara Criminal, Josiane Patricia Cabrini Martins Machado, e foi publicado nesta quinta-feira (2) no Diário Oficial de Justiça.

A dupla foi indiciada pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Os dois estão presos e agora vão aguardar pelo julgamento, cuja data ainda não foi marcada.

Também é acusado pelo crime Luiz Gustavo Alves, que está foragido. O processo contra ele segue suspenso.

Rafael tinha 15 anos e, segundo familiares, nunca tinha passado uma noite fora de casa (Foto: Redes Sociais)

CASO

Rafael foi vítima de uma emboscada, segundo a investigação da polícia na época. Os criminosos teriam envolvimento com o tráfico de drogas e mataram o rapaz em função de um desentendimento por ciúmes de uma garota.

Cinco dias antes de ser encontrado morto, Rafael foi visto pela última vez em uma esquina da rua Arnaldo Spachi. Houve forte comoção no bairro, apelo nas redes sociais e aos serviços de resgate, para a localização do corpo do jovem.

A apuração da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) revelou que a vítima teria discutido com um rapaz e o chamado de “talarico” – apelido dado a quem se relaciona com mulher já comprometida.

Este motivo teria provocado a morte do adolescente, pouco tempo depois. O delegado da época, Valdir Tramontini, apontou dificuldade para esclarecer o caso, já que no local impera a chamada “lei do silêncio”, o que intimidou moradores.

As investigações apontaram que, por volta das 23h do dia 22 de setembro de 2020, a vítima estava na esquina da rua Arnaldo Spachi, quando, sob ameaça de arma de fogo, foi rendida e dominada por quatro rapazes, os quais a conduziram Rafael centenas de metros mata adentro, e lá o teriam matado.

Houve ainda tentativa de ocultar o corpo, que estava coberto por folhas. Entre os autores estava um adolescente com 16 anos.

Daniela Casale

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