O dólar caía nos primeiros negócios desta terça-feira (14) depois da última reunião de política monetária do Banco Central (BC). Às 9h05 a moeda à vista caía 0,28%, a R$ 5,137 reais na venda.
A ata mostrou que todos os membros da diretoria defenderam a adoção de uma política monetária mais contracionista e cautelosa, apesar da decisão dividida sobre o ritmo de corte da Selic, taxa básica de juros.
Os investidores repercutem a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central), referente à reunião de quarta-feira passada que culminou no corte de 0,25 p.p. da taxa Selic, de 10,75% para 10,50% ao ano.
Por seis reuniões consecutivas, o entendimento da autarquia foi unânime em cortar os juros em 0,5 p.p., mas as conjunturas doméstica e externa levaram à desaceleração do ritmo algo já precificado pelo mercado.
A surpresa, porém, esteve na divisão do Comitê: todos os diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram favoráveis à redução de 0,5 p.p., enquanto os outros cinco dirigentes optaram pela de menor magnitude.
A divisão interna no Copom levantou temores sobre mudanças no perfil do colegiado, possivelmente mais leniente em relação à inflação, e sobre um possível viés político na autarquia a partir de 2025, quando será formado um novo mandato.
Apesar disso, o comunicado foi aprovado de forma unânime, e o mercado esperava esclarecimentos sobre a dissidência na ata desta terça.
Os diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citaram o “custo reputacional” da mudança de estratégia traçada no encontro de março, repetindo corte de 0,5 p.p.
Para ala minoritária do Copom, o ideal seria manter ritmo de cortes e reafirmar compromisso do BC com a meta de inflação. Na visão do grupo, uma redução desse tamanho ainda manteria a política monetária suficientemente contracionista, ou seja, em patamar adequado para frear a inflação.
Já ala majoritária que teve voto de Campos Neto como decisivo para desacelerar o ritmo de queda dos juros – era composta por diretores indicados ou reconduzidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em defesa do corte de juros menor, a ala majoritária considerou que houve mudança no cenário esperado em função da piora adicional das expectativas, da elevação das projeções de inflação, do ambiente internacional mais desfavorável e da força da atividade econômica.
Na segunda-feira, o dólar recuou 0,12%, cotado a R$ 5,151 na venda, em sessão volátil para a moeda norte-americana. Já o Ibovespa teve alta de 0,52%, a 128,261,00 pontos, com investidores cautelosos antes da divulgação da ata do Copom.
Outro destaque do calendário é a divulgação de dados da inflação ao consumidor dos Estados Unidos na quarta-feira, que podem definir as expectativas para cortes de juros no país.
O núcleo do índice de preços ao consumidor deve ter subido 0,3% em abril sobre o mês anterior e 3,6% na base anual, de acordo com estimativas de economistas consultados pela Reuters.
A semana também trará leituras de preços ao produtor e dados de vendas no varejo dos EUA, bem como falas de dirigentes do Federal Reserve, num momento de grande atenção dos mercados a qualquer pista sobre quando será o primeiro ajuste na política monetária norte-americana.
Atualmente, expectativas implícitas no mercado futuro de juros sugerem que o Fed fará seu primeiro corte em setembro.
Em geral, quanto mais o Federal Reserve cortar os juros e quanto menos o BC afrouxar a política monetária local, melhor para o real. Isso porque, quanto maior o diferencial de juros entre Brasil e EUA, mais interessante fica a moeda doméstica para uso em estratégias de “carry trade”, em que investidores tomam empréstimo em país de taxas baixas e aplicam esse dinheiro em mercado mais rentável.
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