Marília

Daniel afirma que irá fazer nova licitação para ônibus

Alonso (PSDB) e sua equipe de transição – que ainda não foi recebida por Vinícius (PSB). (Foto: Leonardo Moreno)

O prefeito eleito Daniel Alonso (PSDB) e sua equipe de transição de governo se reuniram com a imprensa de Marília em um café da manhã nesta sexta-feira (4) na segunda coletiva oficial desde a confirmação de sua eleição no dia 2 de outubro.

O esperado anúncio do secretariado não aconteceu e foi prometido para a primeira quinzena de dezembro. O único comentário sobre o assunto ficou em torno do vice Tato (PMDB), a quem Alonso ofereceu a Codemar. Tato não disse nem que sim, nem que não.

A conversa voltou várias vezes ao assunto transição de governo – Alonso reclama que ainda não teve resposta oficial da atual gestão para iniciar o processo de troca de governo, o que pode atrapalhar sua gestão.

Também foram abordados problemas como o suposto “pacote de maldades” que o governo Vinícius empurra para Alonso, a concessão Daem, coleta e transbordo do lixo, rombo nas contas públicas – estimado em pelo menos R$ 320 milhões de dívidas pela equipe de Alonso, além de projetos a serem implantados.

“PACOTE DE MALDADES”

Alonso diz que não quer acredita que a atual gestão haja com “maldade” ao preparar um pacote de medidas que afetarão sua gestão.

Principalmente o projeto de lei do plano de carreira dos servidores e um concurso público que pode estourar as contas públicas e emperrar o início da administração que vem por aí.

Essas questões deveriam ser discutidas com o próximo governo, afirma Alonso.

GOVERNADOR

Nos próximos dias, Alonso disse que será recebido pelo governador do Estado Geraldo Alckmin (PSDB), a quem vai pedir principalmente duas coisas: a retomada da duplicação da SP-333 – atrasada desde fevereiro de 2015 e sem prazo para entrega – e mudanças em relação ao pedágio que deve separar Marília de alguns distritos em breve.

LIXO

Um repórter disse na coletiva que se estima em R$ 9 milhões as dívidas da Prefeitura com a empresa que faz parte da coleta de lixo na cidade. No momento, vários bairros sofrem com o acumulo de lixo.

O pátio de transbordo estava nas últimas semanas com lixo acumulado e multas milionárias estão sendo aplicadas à administração municipal.

Alonso disse que vai negociar a dívida com a empresa e manter o contrato de forma emergencial, mas planeja um aterro e coleta seletiva.

DAEM

Alonso reafirmou que sempre foi contra a concessão do Daem e disse ainda que, entre outros problemas, caso concretizada, a ação deve transferir cerca de 300 funcionários para a folha de pagamento da Prefeitura.

O tucano acredita que uma gestão eficiente resolva os problemas da autarquia em médio prazo. Ele falou, porém, que não é contra “toda forma de concessão” e que acredita nas parcerias público-privado.

CONTAS PÚBLICAS/IPREEM

“O Ipreem é algo preocupante. Segundo o Levi [Gomes, futuro secretário da Fazenda], o que tem em caixa é suficiente para fazer dois pagamentos”, falou o futuro Prefeito sobre o Instituto de Previdência Municipal de Marília.

“Temos uma ameaça séria que são as contas públicas”, falou o tucano. O futuro secretário da Fazenda, o único já anunciado, estima que as dívidas do município girem em torno de R$ 320 milhões.

TRANSPORTE COLETIVO

Alonso prometeu uma nova licitação para o transporte público. Atualmente duas empresas trabalham na cidade após uma polêmica licitação. “Não vamos ficar os quatro anos trabalhando com contrato de emergência”, disse.

Ele pretende implantar também um conselho de usuários que seja “atuante, que tenha força”.

“Temos muitas reclamações de usuários. Houve perdas, não houve ganhos”, disse Daniel sobre a troca da empresa que antecedeu as atuais.

Alonso falou que vai estudar terminais nos bairros, para encurtar viagens e irá acompanhar de perto a prestação de contas, visando um valor de passagem “justo”.

Vereador eleito Zé Luiz (PSDB); vice-prefeito eleito Tato (PMDB), prefeito alonso, Daniel Alonso (PSDB), futuro secretário da Fazenda Levi Gomes. (Foto: Leonardo Moreno)

Coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (4). (Foto: Leonardo Moreno)

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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