Brasil e Mundo

Crivella manda recolher HQ dos Vingadores com beijo gay; Bienal se recusa

Vingadores: A cruzada das crianças”. (Foto: Divulgação)

O prefeito Marcelo Crivella determinou que a história em quadrinhos “Vingadores: A cruzada das crianças” fosse recolhida da Bienal do Livro, no Riocentro. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito afirma que a HQ de super-heróis tem “conteúdo sexual para menores”. Dois dos personagens da saga são namorados e aparecem se beijando em um painel – o livro tem 264 páginas.

A Bienal se recusou a atender o pedido da prefeitura – que, aparentemente, nem poderia ser atendido. Na manhã desta sexta (6), a reportagem do GLOBO visitou nove estandes que comercializam quadrinhos na Bienal. Em oito, ouviu que “Vingadores: A cruzada das crianças” não estava à venda simplesmente porque não fazia parte do estoque. Em um, chamado Taverna do Rei, um funcionário confirmou que havia cerca de 20 exemplares à venda, mas que se esgotaram há dois dias, antes da manifestação do prefeito.

“Não dá para admitir covardia contra as nossas crianças. Propagação e divulgação homossexual para as crianças e os pais comprando pensando que é um livro infantil. Se um homem quer se deitar com outro homem, o problema é dele. Se uma mulher quer ter relação com outra mulher, o problema é dela. Agora tentar descer goela abaixo isso nas nossas crianças é uma patifaria, coisa de bandido e de covarde. Isso está sendo vendido na Bienal”, disse em discurso o vereador Alexandre Isquierdo (DEM-RJ).

“Vingadores: A cruzada das crianças” é o 66º volume da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel, lançado no Brasil em 2016 pela Editorial Salvat em parceria com a Panini Comics. A série republica gibis em formato de luxo, com capa dura. Na história, que envolve dezenas de heróis da Marvel, dois membros dos Jovens Vingadores, Wiccano e Hulkling, são namorados. Eles aparecem se beijando em um painel de uma edição escrita pelo americano Allan Heinberg e ilustrada pelo britânico Jim Cheung. A história foi publicada originalmente nos EUA entre 2010 e 2012, chegando ao Brasil, ainda em edições mensais, em 2012.

“Livros assim precisam estar embalados em plástico preto lacrado, e, do lado de fora, avisando o conteúdo. Portanto, a Prefeitura do Rio de Janeiro está protegendo os menores da nossa cidade”, declarou Marcelo Crivella ao determinar o recolhimento da obra.

Fonte: O Globo

Amanda Brandão

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